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Portais de Luz » Religiões » Umbanda » Orixá Exu

Orixá Exu

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1 Orixá Exu em Ter Ago 28, 2012 9:44 pm

Convidado


Convidado
Orixá Exu

Senhor da Magia, dos caminhos, das porteiras, das encruzilhadas. Exu talvez seja o mais controverso e humano dos Orixás.
Exu é alegre, irreverente, irrequieto.
Exu é mágico, é misterioso e é dual, o que o torna de difícil compreensão.
Exu é luz, mas também é trevas; Exu é razão, mas também é emoção…
Exu actua no alto, mas também no em baixo, Actua no positivo, mas também no negativo, porém isso não quer dizer que Exu é ruim. Como já falamos em outro texto – Exu Mirim – não existe em Deus uma divindade ruim.
Exu é Orixá!
E como Orixá, Exu é divindade, é uma personificação, é uma qualidade de Deus.
Exu é a vitalidade, é a força de acção, é a dinâmica divina.
No antigo culto africano Exu é virilidade, é vigor, é potência. Exu é tudo isso e muito mais.
Exu é o vitalizador divino, pois sem Exu nada se revigora, nada tem força, nada sobrevive.
Por isso exu é vital.
Exu vitaliza nossa fé, nosso amor, nosso conhecimento, nossa vida, etc. …
Exu ampara, resguarda e protege nossas virtudes, mas também desvitaliza nossos vícios e nos confronta com nossos próprios erros, pois Exu e desafiador do que está mal.
Exu é Lei, e como Lei é absorvedor do nosso negativismo, é esgotador cármico por excelência.
Exu é guardião, é amigo, é companheiro, amparador e auxiliador de nossa caminhada.
Exu nos abre os caminhos e nos da força para que possamos seguir por ele.
Exu actua no “em baixo”, e resguarda os mistérios da criação.
Exu é a linha que nos separa do bem e do mal.
Exu é amigo, aliás o melhor amigo.
Exu é Lei, é vida, é amor é alegria.
Por isso e muito mais devemos amar Exu e não teme-lo, há menos que você esteja mal intencionado.

Citado de LENDAS DE ARUANDA (lendasdearuanda.com)

2 EXÚ em Sex Mar 08, 2013 7:21 pm

Hoje vou falar um pouco mais de Exú. Para tal vou pegar num trecho de um livro do Rubens Saraceni.

"Exú é o mais humano dos mistérios da Umbanda, porque assimila tudo o que seu médium vibra em seu intimo. E se assim é, é porque Exú é "especular"(semelhante a um espelho) e reflete em si a natureza emotiva do seu médium, por meio do qual ele se manifesta quando incorpora.

Negativamente temos:

Médiuns soberbos----------------------Exús prepotentes
Médiuns timidos-----------------------Exús circunspectos
Médiuns briguentos--------------------Exús encrenqueiros
Médiuns chulos------------------------Exús desbocados
Médiuns conquistadores----------------Exús galanteadores
Médiuns invejosos---------------------Exús egoistas
Médiuns infieis-----------------------Exús falsos
Médiuns mandões-----------------------Exús soberbos

Mas temos os Exús que refletem de forma especular o intimo positivo dos seus médiuns:

Médium generoso-----------------------Exú prestativo
Médium bondoso------------------------Exú discreto
Médium caridoso-----------------------Exú desinteressado
Médium compenetrado-------------------Exú rigoroso
Médium fiel---------------------------Exú leal
Médium tenaz--------------------------Exú fiel
Médium trabalhador--------------------Exú compenetrado
Médium demandador---------------------Exú aguerrido
Médium estudioso----------------------Exú sábio
Médium correto------------------------Exú vigilante

"

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O Mistério Exu foi humanizado na África e a divindade cósmica e dual Exu tem sido evocada há vários milénios, sempre segundo rituais seguidos à risca pêlos seus sacerdotes (babalaôs, babalorixás e Ialorixas). Exu é um mistério da criação e é regido pelo divino Mehór yê, que é um Trono Cósmico dual, polarizador natural da divina Mahór yê, que é o Trono Cósmico dual regente do Mistério "Pombagira". Mehór yê rege sobre a vitalidade em seu aspecto geral e sobre o vigor sexual em seu aspecto particular. Mahór yê rege sobre o desejo em seu aspecto geral e sobre o desejo sexual em seu aspecto particular.

Todo "Trono" carrega seu "cetro de poder", ou seu "cetro simbólico". Ogum porta a sua espada; Xangô porta seu machado; lansã porta seu..., Oxalá porta seu..., Yemanjá porta seu..., Oxum porta seu..., Nana Buruquê porta seu... Já Exu "Natural" porta seu cetro simbólico, que é de formato fálico. Exu Natural, no particular, rege sobre o vigor sexual e tanto pode vitalizá-lo como desvitalizá-lo. Por isso, seu cetro simbólico é um falo. Mas, no geral, Exu tanto vitaliza quando desvitaliza todos os sete sentidos capitais de um ser . Por que o cetro simbólico de Exu Natural (que nunca encarnou) é fálico? Seu cetro simbólico está mostrando um dos seus campos na¬turais de atuação, que é a sexualidade, assim como está deixando patente que lida naturalmente com a energia vital gerada no apare¬lho genésico que, se quintessenciada, resulta no fluxo da energia kundalini, que é a responsável pela abertura de faculdades mentais superiores, capacitando as pessoas e dando-lhes condições de sus¬tentarem operações mentais muito mais sutis e abrangentes. Logo, como o falo é o símbolo mais marcante do vigor sexual, Exu tem nele seu "totem" ou cetro de poder. O Linghan Hindu é um símbolo de Exu e toda a sua simbologia nos revela que ele está na base da energia kundalini. Os deuses fálicos de antigas civilizações nada mais eram que a humanização do mistério da criação que rege sobre a vitalidade dos seres. E na África, em algumas de suas "nações", Exu foi a divinda¬de que chamou para si a "humanização" desse mistério da criação, mistério esse que tem numa das dimensões paralelas seus meios natural e gerador de magnetismo e energias, dimensão esta que vitaliza todas as outras dimensões planetárias, que retiram dela a quantidade exata de energias que precisam para vitalizar os seres que vivem nelas. A dimensão natural de Exu fica à esquerda da dimensão huma¬na e nela vivem trilhões de seres naturais que são geradores naturais dessa energia que vitaliza quem se aproxima deles. Os médiuns incorporantes conhecem bem essa qualidade de Exu, pois ao incorporá-los, sentem-se vitalizados, fortes mesmo! Essa vitalidade acontece em todos os sentidos, não só no séti¬mo sentido, sendo que, raramente, um médium tem sua sexualidade alterada em função da incorporação de Exu, pois a maior vilalizacão se dá no seu mental e no reequilíbrio do seu emocional, assim como no fortalecimento dos seus corpos físico e energético. O fato é que a dimensão onde vive Exu Natural é um meio gerador de energias e magnetismo vitalizadores dos seres. Mas, paradoxo dos paradoxos, se Exu Natural transpira vigor por todos os seus sentidos e não só por meio do sétimo, no entanto não vibra o "desejo". E por isso, Exu é limitado, pois enquanto irradiador natural da energia e do magnetismo vitalizador, não toma iniciativas próprias porque não gera o fator "desejo", fator esse cuja principal qualidade é a de estimular os seres a tomarem iniciativas por conta própria. Por isso, Exu polariza com Pombagira e formam um par mag¬nético e energético, indispensáveis um ao outro em vários aspectos.

Exu Natural projeta, com seu cetro simbólico, uma onda vibra¬tória que alcança a dimensão natural onde vivem seres femininos que são geradores naturais de energia e magnetismo que despertam o desejo. E assim Exu é estimulado a tomar iniciativas. Já Pombagira Natural projeta, com seu cetro simbólico, uma onda que alcança a dimensão onde vive Exu e por meio dela absorve o fator vitalizador, com o qual fortalece seu mistério e sua capacidade de irradiar seu magnetismo e sua energia, estimuladores do desejo. Exu e Pombagira são mistérios complementares e formam um par natural, assim como outros orixás se polarizam porque são complementares em vários campos, sentidos e aspectos. Olorum, ao criar, criou tudo em partes que se completam, e também não deu a Exu ou a Pombagira a auto-suficiência plena. O que Olorum fez com tudo o que criou foi tornar todos dependentes, senão poderiam "endeusar-se", caso se vissem auto-suficientes. Com isso ressaltado, fica fácil entender que Exu só atua sobre alguém caso um "desejo", exterior a ele, o ative. Exu não tem livre iniciativa, pois só reflete os desejos alheios, seja de seus médiuns, seja dos que o evocam ou oferendam.



Última edição por Lancelot em Sab Maio 04, 2013 9:13 am, editado 1 vez(es)

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A dimensão natural de Exu Natural (ser que nunca encarnou) é saturada de energia que vitaliza os seres. Seus habitantes naturais (os Exus) são geradores naturais (geram em si) de um tipo de ener¬gia que quando irradiada para alguém, vitaliza-o, fazendo com que se sinta forte e vigoroso, feliz mesmo!
Por isso Exu, quando incorpora em seu médium, gargalha à solta.
Exu Natural transpira essa alegria natural e até sorri com nossas tristezas e tormentos.

Exu Natural não conhece os sentimentos de tristeza, mágoa ou remorso, pois não os gera em si, mas tão-somente de si.

Este "gerar de si", ocorre quando ele atinge outros seres com seu mistério em seu aspecto negativo, que é desvitalizador. Mas não os gera em si e não os vibra quando se manifesta em seus médiuns, aos quais ofende chamando-os de "burros", pois se não os gera em si, não entende as razões dos seus médiuns gerá-los em seus íntimos e exteriorizá-los em vários sentidos.

Logo, a dimensão natural de Exu desconhece a tristeza, a mágoa e o remorso.
E quando Exu é evocado para punir alguém, ele faz o seu trabalho muito bem feito porque não sente remorso, mágoa ou tristeza ao ver que quem ele está punindo, está sofrendo.

Exu vê isso com bons olhos, pois sabe que, se não gera em si esses sentimentos, no entanto os gera de si (a partir de sua atuação) porque só assim a vida do ser aluado passará por uma transformação. Por isso Exu é cósmico e é transformador... da vida alheia. Os Exus Naturais são seres alegres, bem-humorados, pilhéri¬cos e não se ofendem com facilidade.

Mas, se Exu não gera em si a tristeza, a mágoa e o remorso, no entanto gera a confusão mental, a distorção visual e a paralisia racional. E com isso pode, muito facilmente, tomar o errado pelo certo, o torto pelo reto, o mais fácil pelo mais correto e o mais prazeroso pelo mais racional. E sua visão das coisas pode sofrer distorções acentuadas, levando-o a voltar seu mistério punidor justamente contra quem o evocou, num retorno violento que pode arruinar a vida de quem o ativou magisticamente.

Quanto à paralisia racional que Exu gera em si, ela se torna muito perigosa para seus médiuns, caso eles vivam metendo-os em encrencas, pois se ele se ver muito encrencado, volta-se contra quem o encrencou (no caso, o seu próprio médium).
Exu Natural é muito interesseiro e gosta de bisbilhotar a vida alheia. E por isso ele é o recurso oracular dos jogadores de búzios, pois não tem o costume de guardar para si o que vê na vida dos outros; vai logo revelando o que está vendo, não se importando se o que está revelando vai ajudar ou atrapalhar quem o está consultando.

A dimensão onde vive Exu Natural reflete tudo o que acontece nas outras, pois é uma dimensão especular, e tudo é revelado porque Exu é oracular.
Logo, tudo o que acontece nas outras dimensões torna-se conhecido de Exu. Por isso, ele sabe de tudo sobre os médiuns e seus orixás, e vai logo apontando com quais eles estão em falta ou por quais estão sendo punidos.

Exu revela tudo, inclusive desgraças, mas não se envolve com nada se não for pago. Essa sua característica o tornou o recurso preferido dos orixás, os quais têm nele um mistério oracular neutro, mas que, tão logo revela algo, também se interessa pela resolução do que revelou, desde que seja oferendado.

Com isso, Exu tanto revela quanto soluciona, pois é um mistério em si mesmo que se torna muito ativo, caso se interesse pelas suas revelações.

Quem não conhece o Mistério Exu, até pode associá-lo aos entes infernais judaico-cristãos. Mas Exu é o oposto deles, que atuam movidos pela Lei ou por vingança, enquanto Exu, mesmo quando ativado pela Lei, requer todo um cerimonial diferenciado porque não se envolve com o carma de quem irá sofrer sua atuação, seja magística ou religiosa.
Exu, na magia, só responde quando evocado ritualisticamente, e se for oferendado. E ainda assim, caso seja descoberto, interrompe sua atuação e até pode virá-la contra quem o evocou e oferendou ritualmente.

Logo, Exu é um elemento mágico por excelência.

E quando é ativado pela Lei Maior (pêlos Tronos Regentes), não é o "ser" Exu que é ativado, mas sim o "Mistério" Exu, é agente cármico e elemento mágico, mas não é um ente infernal tal como os descreve a teologia judaico-cristã, desconhecedora dos mistérios naturais (associados a elementos da Natureza).

A teologia judaico-cristã, toda ela mentalista, está fundamentada em conceitos abstratos de como é Deus, fato este que cria um hiato entre o Criador e Sua criação. Estudem a Bíblia e verão que ela está toda fundamentada em histórias e estórias humanas, em que seus profetas assumem uma importância muito grande e
tudo o que disseram é seguido à risca pêlos seus fiéis.

Com isso, as divindades dos povos antigos, inimigos dos judeus, assumiram a condição de entes infernais. Isso se deve ao simplismo com que associam seus inimigos encarnados aos seus demónios abstratos, que só existem nas suas mentes delirantes.

Tal como vimos líderes religiosos iranianos associarem um inimigo (os EUA) a satã, os antigos judeus também associavam os povos inimigos ou suas divindades a entes infernais. E o mesmo nós vemos acontecer aqui no Brasil, quando assistimos a tolos delirantes associarem orixás a entes trevosos criados por suas mentes distorci¬das e delirantes.

Por causa de disputas políticas, comerciais e territoriais, as divindades dos povos filisteu, egípcio, assírio, caldeu, hitita, grego, romano, etc., foram todas descritas como entes infernais. Posteriormente no imaginário judaico, e mais tarde no imaginário cristão, essas divindades tornaram-se "demónios" assustadores que "devoravam" pessoas, ou as atormentavam durante o sono, já que tinham desde a mais tenra idade a psique povoada com espectros assustadores, cujos nomes ficavam gravados como "bichos-papões" que atormentavam aqueles que não se curvassem ante a casta religiosa estabelecida, ou não seguisse ao pé da letra seus dogmas doutrinários.

O inferno judaico-cristão é um caos, porque seus entes infernais são produtos de puro abstracionismo mental, já que é formado por divindades alheias, todas tachadas de demónios por seus idealizadores.

No universo religioso dos orixás, tudo é muito bem distribuído; tudo é descrito como aspectos do Divino Criador Olorum, e não existe esse inferno caótico. O que há são os pólos negativos das irradiações divinas, aos quais são recolhidos todos os seres que regrediram espiritualmente, negativaram seu magnetismo mental ou bloquearam suas faculdades mentais.

Nesses pólos negativos estão assentados os Tronos Cósmicos responsáveis pela aplicação dos aspectos negativos e punitivos dos orixás regentes das irradiações divinas.

Esses Tronos Cósmicos não são Exus, mas sim seres divinos assentados nos pólos negativos, cujo magnetismo natural atrai todos os seres que se negativarem e desenvolverem magnetismos mentais análogos aos dos seus tronos energéticos, que são como imãs seletivos.

— Temos Tronos Cósmicos que lidam com seres cuja religiosidade foi desvirtuada.
— Temos Tronos Cósmicos que lidam com seres que atentaram contra a vida de seus semelhantes, etc., mas eles não são Exus.

Uns são Tronos Cósmicos da Água, outros do Fogo, outros do Ar, outros da Terra, outros dos Minerais, outros dos Vegetais e outros dos Cristais, mas não são Exus.
Cada um desses Tronos "elementais", cósmicos e negativos, possui suas hierarquias, que se desdobram nos planos posteriores, tais como os duais, os encantados e os naturais.

— Os Tronos Cósmicos negativos elementais são de um só elemento, o qual tanto irradiam como absorvem.

— Os Tronos Cósmicos negativos duais são de dois elementos, os quais, em um são irradiantes e no outro são absorventes.

— Os Tronos Cósmicos negativos encantados são de três elementos, os quais, os dois primeiros eles amalgamam (fundem) e geram um terceiro, ao qual tanto irradiam quanto absorvem.

— Os Tronos Cósmicos negativos naturais são de todos os elementos, aos quais absorvem, mas que fundem em seus tronos energéticos e depois, numa irradiação única e poderosíssima, irradiam.

Mas não são Exus e nunca passaram pela dimensão natural onde Exu é o nome que damos aos seres que nela vivem, evoluem e atendem a uma vontade do Divino Criador Olorum.

Na dimensão natural de Exu não existem seres do fogo, da água, da terra, do ar, dos minerais, dos vegetais ou dos cristais, mas sim seres que geram em si o fator vitalizador e que desenvolvem certas faculdades: alguns se tornam vitalizadores do elemento ígneo, c daí surgem os Exus do Fogo; outros se tornam vitalizadores do elemento telúrico, e daí surgem os Exus da Terra; outros se tornam vitalizadores do cristal, e daí surgem os Exus dos Cristais; outros se tornam vitalizadores do elemento vegetal, e daí surgem os Exus Vegetais, ou das Matas; outros se tornam vitalizadores da água, e daí surgem os Exus da Água; outros se tornam vitalizadores do elemento eólico, e daí surgem os Exus do Ar.

Tal como acontece com os orixás, cujas hierarquias vão se desdobrando (em Ogum vão surgindo os Oguns da Terra, da Água, do Ar, etc...; e em Oxóssi vão surgindo os Oxóssis da Terra, da Água, do Ar, etc.; e assim por diante com todos os orixás, porque cada um é gerador natural de um fator), com Exu o mesmo acontece, porque o fator vitalizador é gerado naturalmente por Exu ... e só Exu.

Já um Trono Cósmico negativo da Água, por exemplo, gera apenas a parte negativa do fator aquático. E o mesmo acontece com os Tronos Cósmicos negativos dos outros elementos que, por não gerarem em si ou de si o fator vitalizador, não são Exus.
Assim, um Trono Cósmico negativo do elemento fogo é o que e: um ser que gera de si elemento fogo cósmico porque gera em si o fator ígneo.

Já Exu não gera de si o elemento fogo, porque não gera em si o fator ígneo.
Mas Exu gera em si o fator vitalizador e, ao ir radiá-lo para os seres ígneos, vitaliza suas irradiações... ou as desvitaliza.

Então, fica entendido que Exu é um ser natural que gera em si o fator vitalizador, e que tanto pode vitalizar quanto desvitalizar os seres geradores naturais dos outros fatores.

"Exu não é eles, e eles não são Exus."
Mas, quem sabia disso, se antes esse conhecimento nunca havia sido aberto ao plano material humano pela Lei que rege os mistérios da criação?
Então, que todo o abstracionismo judaico-cristão, em grande parte absorvido pelo sincretismo da Umbanda, seja desculpado, pois nem os mais profundos conhecedores dos orixás sabiam disso, e também andaram associando Exu a entes infernais da Cabala judaica, num nefasto arroubo de pseudo-intelectualismo ou pseudo-saber iniciático ou esotérico.

Porque Exu Natural é um ser alegre, descontraído, astuto, desconfiado e arisco, mas não é nenhum demónio judaico-cristão nem ente infernal das "cabalas" que pululam por aí.

Exu tem origem, meio e fim dentro da criação divina do Divino Criador. E seu fim não é habitar os infernos religiosos das muitas crenças ou crendices já semeadas na face da Terra por pseudos teólogos.

Na religião de Umbanda, Exu ocupa um lugar à esquerda dos médiuns e é o melhor intérprete das vontades maiores manifestadas pêlos Senhores Orixás porque sua dimensão natural é "especular" e nela todas as outras se refletem.

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Exu é um mistério da criação e, como tal, gera em si e gera de si.
Gerar em si significa que ele gera um fator, um magnetismo, uma vibração, uma energia e uma onda eletromagnética só sua. Gerar de si significa que ele gera suas qualidades, seus atributos e atribuições, aos quais irradia o tempo todo e quem desejar possuí-los, hasta absorvê-los para passar a tê-los em si.

Tal como Ogum gera em si a qualidade e o fator ordenador, com o qual magnetiza os seres gerados por Deus na sua onda viva tlivina ordenadora, qualificando-os e fatorando-os, a Divindade Exu gera a qualidade e o fator vitalizador, com os quais qualifica e fatora ns seres gerados por Deus na sua onda viva divina vitalizadora.
Portanto, os seres que denominamos de "Exus Naturais" são gerados por Deus e são distinguidos desde sua geração com a qualidade e o fator vitalizador, aos quais geram e irradiam naturalmente, distinguindo-se dos seres Ogum, Oxóssi, Xangô, etc.

Então temos que:
— Ogum qualifica e fatora os seres naturais com sua qualidade e seu fator ordenador, tornando-os seres cuja natureza íntima é ordenadora e que são muito apegados aos procedimentos retos ou leais.

— Oxóssi qualifica e fatora os seres naturais com sua qualidade e seu fator expansor das faculdades ligadas ao conhecimento, tornando-os seres cuja natureza íntima é muito apegada às coisas do conhecimento.

E o mesmo acontece com todos os seres regidos pêlos outros Orixás, assim como o mesmo acontece com a Divindade Exu, que qualifica e fatora os seres com sua qualidade e seu fator vitalizador, tornando-os seres cuja natureza íntima é vitalizadora, sendo muito apegados aos procedimentos vitais e transformadores.
Com tudo isso entendido e sabendo que Exu gera em si e de si, podemos explicar como ele gera suas linhagens ou hereditariedades. Como isso acontece?
Exu é em si uma qualidade e um fator cósmico do Divino Criador Olorum, que o gerou em Si e o tornou um dos Seus mistérios divinos cósmicos.
Logo, Exu também é uma divindade cósmica unigénita ou "única gerada", e é em si a divindade de Olorum que tanto gera em si quanto de si a Sua qualidade e o Seu fator vitalizador.

Com isso explicado, então está fundamentada a capacidade e a faculdade genésica de Exu: qualificar os seres gerados por Olorum na sua onda viva divina vitalizadora.

Então, se Exu dá qualidade aos seres gerados na onda viva divina vitalizadora, no entanto estes seres, todos denominados de "Exus", precisam ser qualificados.
Essa qualificação obedece a uma regra geral, e com isso uns são qualificados como vitalizadores da Ordem, outros são qualifica¬dos como vitalizadores da Fé, etc.
Pronto! Agora temos a chave para explicarmos cientificamente as linhagens ou hereditariedades de Exu.
Então, temos estas linhagens:
Exus do Tempo ou dos Cristais
Exus dos Minerais
Exus dos Vegetais
Exus do Fogo
Exus do Ar
Exus da Terra
Exus da Água

Recordando, temos isto:
Cristal > Fé > Religiosidade
Mineral > Amor > Concepção
Vegetal > Conhecimento > Expansão
Fogo > Justiça > Equilíbrio
Ar > Lei > Ordenação
Terra > Evolução > Transmutação
Água > Geração > Criatividade

Assim:
— Um Exu dos Cristais é um ser que, em sua geração, foi imantado com o fator vitalizador e tem nele sua qualidade original. E, posteriormente, foi qualificado pelo Trono Cristalino ou Trono da Fé com sua qualidade, seu magnetismo e mistério cristalizador, qualifi¬cando esse Exu como um ser vitalizador da religiosidade dos seres. Daí surgem os Exus de Oxalá e de Oiá, que são os Regentes da irradiação da Fé e da Religiosidade dos seres;

— Um Exu dos Minerais é um ser que, na sua origem, foi imantado com o fator vitalizador e tem nele sua qualidade original. E, posteriormente, foi qualificado pelo Trono Mineral ou Trono do Amor com sua dualidade, seu magnetismo e mistério agregador, qualifican¬do esse Exu como um ser vitalizador da concepção dos seres.
Daí surgem os Exus de Oxum e de Oxumaré, que são os Regentes da irradiação do Amor e da Concepção dos seres;

— Um Exu dos Vegetais é um ser que, na sua origem, foi i inantado com o fator vitalizador e tem nele sua qualidade original. E, posteriormente, foi qualificado pelo Trono Vegetal ou Trono do Co¬nhecimento com sua qualidade expansora dos magnetismos e mistério expansor do raciocínio, qualificando esse Exu como um vitalizador do raciocínio dos seres. Daí surgem os Exus de Oxóssi e de Obá, c|iie são os Regentes da irradiação do Conhecimento e do Raciocínio tios seres;

— Um Exu do Fogo é um ser que, na sua origem, foi imantado com o fator vitalizador e tem nele a sua qualidade original. E, posteriormente, foi qualificado pelo Trono ígneo ou Trono da Justiça com sua qualidade, seu magnetismo e mistério equilibrador, qualificando esse Exu como um ser vitalizador da razão dos seres. Daí surgem os Exus de Xangô e de Egunitá, que são os Regentes da irradiação da Razão e do Equilíbrio dos seres;

— Um Exu do Ar é um ser que, na sua origem, foi imantado com o fator vitalizador e tem nele sua qualidade original. E, posteriormente, foi qualificado pelo Trono Eólico ou Trono da Lei com sua qualidade, seu magnetismo e mistério ordenador, qualificando esse Exu como um ser vitalizador do discernimento dos seres. Daí surgem os Exus de Ogum e de lansã, que são os Regentes da irradiação da Lei, da Ordenação e do Direcionamento dos seres;

— Um Exu da Terra é um ser que, na sua origem, foi imantado com o fator vitalizador e tem nele sua qualidade original. E, poste¬riormente, foi qualificado pelo Trono Telúrico ou Trono da Evolução e da Transmutação com sua qualidade, seu magnetismo e mistério, qualificando esse Exu como um ser vitalizador da evolução dos se¬res. Daí surgem os Exus de Obaluaiê e de Nana Buruquê, que são os Regentes da irradiação da Evolução e da Transmutação dos seres;

— Um Exu da Água é um ser que, na sua origem, foi imantado pelo fator vitalizador e tem nele sua qualidade original. E, posteriormente, foi qualificado pelo Trono Aquático ou Trono da Geração com sua qualidade, seu magnetismo e mistério geracionista e criativista, qualificando esse Exu como um ser vitalizador da geração e da criatividade dos seres. Daí surgem os Exus de lemanjá e de Omolu, que são os Regentes da irradiação da Geração e da Criatividade dos seres.
Eis aí o surgimento das linhagens de Exus dos orixás, identificados pelas suas qualidades que, nos Exus, tornam-se seus atributos. Assim, se a qualidade de todo Exu é a vitalidade, seus atributos dependem do fator, do magnetismo e da qualidade dos orixás que o qualificaram.

Com isso, agora temos elementos para entender quando um Exu Natural se identificar como Exu desse ou daquele orixá.

Se um Exu disser que é o Exu de Ogum, é porque este o qualificou com sua qualidade, seu magnetismo e mistério ordenador e ele atua regido pela Lei Maior, que o ativa sempre que precisa que ele vitalize ou desvitalize alguém que está contrariando os princípios e os ditames da Lei Maior. E o mesmo acontece com todos os outros Exus dos outros orixás.
Esses Exus são classificados como "Exus Puros" ou "Exus dos Orixás", pois só existem sete linhagens deles, que são os Exus Guardiões dos Orixás Planetários, ou Tronos Regentes das irradiações divinas emanadas por Olorum, o nosso Divino Criador.

Essas sete linhagens de Exus são puras por causa dos fatores dos orixás que os qualificaram e abriram seus domínios para que neles eles atuassem como vitalizadores ou desvitalizadores dos seres sob sua regência.
Assim, um Exu dos Cristais vitaliza ou desvitaliza a religiosidade dos seres regidos pelo Trono da Fé e pêlos regentes das suas duas linhagens ou hereditariedades. Assim, Oxalá rege, classifica e magnetiza os seres machos denominados "filhos de Oxalá", e Oiá rege, classifica e magnetiza os seres fêmeas denominados "filhas de Oiá".
O mesmo se repete com os outros Tronos e as duas linhagens (macho e fêmea) que classificam.

Assim sendo, temos isto:
— Todo filho de Oxalá e toda filha de Oiá têm na sua esquerda natural um Exu Guardião dos Cristais, da Fé ou da Religiosidade, cujo mistério vitalizador ou desvitalizador atua, preferencialmente, nos aspectos da fé dos seres, sejam eles filhos de Oxalá e de Oiá, ou não.

— Todo filho de Oxumaré e toda filha de Oxum têm na sua esquerda natural um Exu Guardião dos Minerais, do Amor e da Concepção, cujo mistério vitalizador ou desvitalizador atua, preferencialmente, nos aspectos do amor e da concepção dos seres, sejam eles filhos de Oxumaré e de Oxum, ou não.
Para não nos alongarmos, resumiremos assim:

— Todo filho de Oxóssi e toda filha de Obá têm na sua esquerda natural um Exu Guardião dos Vegetais, do Conhecimento e do Raciocínio.

— Todo filho de Xangô e toda filha de Egunitá têm na sua esquerda natural um Exu Guardião do Fogo, da Justiça e da Razão.

— Todo filho de Ogum e toda filha de lansã têm na sua esquerda natural um Exu Guardião do Ar, da Lei e da Ordenação.

— Todo filho de Obaluaiê e toda filha de Nana Buruquê têm na sua esquerda natural um Exu Guardião da Terra, da Evolução e da Transmutação.

— Toda filha de lemanjá e todo filho de Omolu têm na sua esquerda natural um Exu Guardião da Água, da Geração e da Criatividade.

Esses sete Exus Guardiões são Tronos Cósmicos assentados na dimensão natural onde vivem os seres Exus, e eles dão origem a sete linhagens e sete hierarquias de Exus Guardiões Naturais da es¬querda dos seres que vivem nas outras dimensões planetárias, inclusive a dimensão humana, habitada pêlos espíritos.

Portanto, independentemente da religião ou da raça das pessoas, todos têm um Exu Guardião natural na sua esquerda, que tanto atua como vitalizador quanto como desvitalizador no sentido em que predomina o orixá Ancestral de cada um. Esse Exu Guardião natural não depende de nada ou de ninguém, senão do orixá Ancestral para atuar como vitalizador ou desvitalizador da pessoa cuja esquerda guarda naturalmente.

Esses Exus Guardiões Naturais da esquerda dos seres são os agentes cármicos naturais dos seres, sempre que estes se desvirtuam em algum dos sete sentidos da Vida. Eles atuam de maneira imperceptível e só os "guias de Lei" conseguem detectar sua atuação na vida dos seres ou das pessoas que frequentam os centros de Umbanda Sagrada.

Eles são imperceptíveis aos espíritos que ainda não alcançaram o graus, que até os possibilita ver as ondas vibratórias projetadas por eles. Essas ondas tanto podem estar vitalizando como desvitalizando as pessoas cuja guarda natural lhes pertence, ou aquelas que estão sofrendo suas atuações, mas nada podem fazer porque são atuações regidas pela Lei Maior e fogem de seus campos de ação religiosa ou magística. A única coisa que podem fazer é reajustar o íntimo e a religiosidade de quem sofrer esse tipo de atuação.

Já os "guias de Lei", que estão assentados junto aos Senhores Orixás, podem acessar mentalmente esses Exus Guardiões Naturais e alterar ou até anular suas atuações, pois a partir dali assumem a condução das pessoas ou dos espíritos que os procuraram.

Mas esses guias de Lei raramente incorporam em médiuns.
Então, como só revelar esse mistério não ajuda muito, nós vamos dar aqui sete tipos de oferendas rituais a esses sete Exus Guardiões Naturais dos seres e que, se feitas corretamente com fé e confiança, poderão ajudar no reequilíbrio mental, emocional e físico de quem estiver sendo atuado. Saibam que o próprio ato de oferendar é salutar, porque a pessoa, ao oferendar, já se predispõe a um reajustamento íntimo, pois se sente vulnerável e exposta ao sobrenatural ou ao desconhecido.

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