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Portais de Luz » Ocultismo » Sistemas Magickos » Wicca - Como começar

Wicca - Como começar

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1 Wicca - Como começar em Seg Dez 03, 2012 1:47 pm

Mahya

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Caminhante
A Wicca nada mais é do q uma reintroducao do paganismo (porem mais flexivel) nos tempos modernos.

A Wicca nao é apenas uma religiao, mas tabem uma filosofia de vida. De natureza xamanistica e com duas divindades maiores reverenciadas...o Deus e a Deusa

* A Deusa (o aspecto feminino e eidade ligada a antiga Deusa Me em seu aspecto triplo de Deusa...Vigem, Mae e Ancia)

* Deus Cornifero (seu consorte, o aspecto masulino)

Seus nomes variam e uma tradicao Wiccaa para outra. Os praticantes da "Arte" (como tambem é conhecida a Wicca) sao hamados e Wiccanos, Wiccans ou bruxos (nao confundir com ocultista).

Frequentemente, a Wicca inclui a praticas de varias formas de Alta Magia, geralmente com proposiode cura psiquic ou fisica, neutralizaao e negatividade ou crescimento espiritual.

Tambem é utilizada em rits para harmonizacao pessoal com o ritmo natural das forcas da ida, arada pelas fases da Lua e pelas quatro estacoes do Ano.

é uma religiao politeista (varios deuses) e faz arte do esurgimento atual do paganismo...

Bom...o q é bruxara...
a palavra bruxaderiva do arcao BROUCHOS, q designa (significa) larva de borboleta...isso é...seres dispostos a fazer uma transformacao, uma metamorfose tanto interna como externa visando a evolucao...a bruxaria nadamais é do q afilosofia q estuda essa transformacao...

Nos rituais sao utilizados normalmente os quatro elementos naturas (ar,agua terra e fogo) .

-> Em primeiro lugar, a leitura. Leia bastante, leia o tempo todo. Temos muito material bom disponível não apenas em livros, mas também na internet, hoje em dia. Procure informações diferentes, aprenda a questionar o que lê, a entender os porquês e as bases de nossa religião. Leia sobre os Deuses e sobre os Elementos, aprenda sobre Magia e sobre nossas celebrações. Algumas referências de livros indicados por iniciados da Tradição Caminhos das Sombras estão no final deste texto.

Em segundo lugar, entre em contato com os Deuses. Isso pode ser feito de várias formas. Por exemplo, você pode acender uma vela como uma oferenda a Eles e conversar com Eles, em voz alta mesmo, se desejar. Ou mesmo em pensamento.

Estabeleça uma conexão, conte sobre você, sobre como você se sente nesse caminho que começou a trilhar. Conte sobre suas vontades e seus medos. Conte sobre suas alegrias, sobre sua rotina. Adquira o costume de conversar com Eles todos os dias, de contar o que você fez, de compartilhar sua vida com eles. Ofereça seu dia a Eles, peça por suas bênçãos e proteção. Ao final do dia, agradeça-os pelas bênçãos proporcionadas. Aos poucos, você se sentirá mais seguro e conseguirá meditar e ouvir também suas mensagens. Com o tempo, pode ser que alguma Deusa ou Deus específico se mostre a você. Peça sinais a Eles.

O próximo passo é começar a montar o seu altar. De que forma? Da que for possível. Um altar tem, basicamente, as representações dos Quatro Elementos. Se você não pode comprar um athame ou aquele cálice lindo que você viu, não tem problema! Um incensário, pena ou sino já representam o elemento Ar; um copo comum pode ser colocado com Água para representar este elemento. Um vaso de plantas ou uma pedra para a Terra, uma vela simples para o Fogo e… pronto! Seu altar está montado. A partir daí, à medida que puder, acrescente os instrumentos e outras coisas como for de seu agrado. Tradicionalmente, o altar é montado ao Norte, mas nem sempre temos espaço em nossas casas. Seu altar pode ser montado em qualquer direção e no espaço que você quiser. Não tem uma mesa própria para ele? Que tal uma gaveta? Ou um espaço na sua prateleira? Se não houver mesmo espaço para seu altar, ou se você mora com pessoas que não concordam muito com a religião, também existem formas de ter um altar: enfeites simples, ou até mesmo quadros podem ser consagrados para este fim. Qualquer objeto pode ser transformado em mágico com a sua intenção.

Comece a transformar sua rotina e tornar o seu dia mágico. Sinta o calor do Sol, do elemento Fogo, aquecer o seu corpo; respire o ar fresco da manhã e se envolva nas bênçãos do começo de um novo dia. Tome banho e sinta que a água leva embora todas as preocupações e medos, renovando suas energias. Sinta a Terra te nutrindo com os alimentos que você come durante o dia. Ofereça aquela música que você ama aos Deuses, e também o seu trabalho. Abrace uma árvore. Respeite o meio ambiente.

A partir dessas pequenas práticas, você já começou a trazer a energia dos Deuses para sua vida. Quando se sentir pronto, comece também a celebrar os Sabbats e Esbats. Estude suas correspondências e formas de celebrar, elabore seus próprios rituais, celebre sem medo, em Amor e Devoção aos Deuses. Se errar, faça de novo, e de novo, pois a prática leva à perfeição. E sempre, sempre, leia e estude, aprenda cada vez mais.

Saiba que, a partir do momento que começar este contato, sua vida vai mudar. A Wicca é um caminho de profunda transformação interior. As pessoas que se dedicam à religião começam a sentir os Deuses pelas pequenas sincronicidades de cada dia. A partir de pequenas práticas, você pode desenvolver seu poder mágico e sua magia para melhorar a sua vida e a das pessoas ao seu redor, para tornar a si mesmo e o mundo melhores.

Ser um Bruxo é fazer de cada momento sagrado. É viver a Magia em cada minuto do seu dia. Ela está aí, presente e disponível para nós. Basta sabermos senti-la!

Bibliografia recomendada

O Poder da Bruxa – Laurie Cabot
A Dança Cósmica das Feiticeiras – Starhawk
Wicca Essencial – Paul Tuitean e Estelle Daniels
O Guia da Tradição Wicca para Bruxos Solitários – Raymond Buckland
Os Mistérios Wiccanos – Antigas Origens e Ensinamentos – Raven Grimassi
O Guia Essencial da Bruxa Solitária – Scott Cunningham
Vivendo a Wicca – Scott Cunningham
A Deusa – Teresa Moorey
Mistérios Nórdicos – Deuses. Runas. Magia. Rituais. – Mirella Faur

è basicamente isso aí, porém na minha opinião de quem foi um dia uma sacerdotisa Wicca...
é muito fraca em relação a outros sistemas mágicos, mas é um bom local pra se começar


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2 Wicca - Como começar em Qui Dez 06, 2012 2:48 pm

Mahya

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Caminhante
Altar

O altar Wicca, é o local onde o bruxo faz suas cerimônias de Sabbat e Esbat , quando era iniciante, sempre quis fazer um altar extravagante, uma mesa imensa com uma toalha com um pentagrama, com velas, imagens,etc.
O altar deve ser construído como você quiser, pode ser uma mesa com imagens velas e instrumentos, pode até ser uma toalha no chão, com velas em cima, o que importa é que o bruxo esteja ciente de o que realmente importa é a fé que ele tem em sua religião.

O que colocar no altar também é opcional, nas fotos ao lado, você pode ver diferenças e semelhanças faceis de notar, como a presença de estátuas, relógio, velas, pentáculo, etc.
Em geral, o altar tem os seguintes instrumentos:
Athame(Faca Ritual): Faca de dois gumes (Não obrigatoriamente de cabo preto) usada somente para cortar energia, você não deve usá-lo para cortar pão, carne, e comidas em geral. Representa o elemento ar.

Bolline(Faca de uso comum): Faca de dois gumes utilizada para cortar ervas, plantas,etc.Geralmente tem o cabo branco, mas não é obrigatório.

Varinha: Representa o elemento fogo, é usada para traçar o círculo e direcionar energia, alguns bruxos o substituem pelo Athame.

Pentáculo ou prato de altar: É um prato usado para colocar as oferendas à serem utilizadas nos rituais.

Imagens: São duas imagens do Deus e da Deusa, não existem imagens que se mostram a verdadeira imagem da Deusa ou do Deus, no altar, pode se usar qualquer panteão ou deus para representar o casal sagrado, por exemplo, eu sempre trabalhei com o panteão egípcio, as imagens no meu altar são de Anúbis e de Bastet. Porém, você pode trabalhar com qualquer deus de qualquer panteão, isso não quer dizer que você possa colocar Set (Deus egípcio) e Perséfone (Deusa grega), por quê? Set é o deus da violência e da desordem, e Perséfone é a deusa dos mortos e esposa de Hades, o deus dos mortos, são deuses completamente diferentes em comportamento, e juntar os dois no mesmo ritual pode ser desastroso. Outro erro sobre as imagens é que existem "Wiccanos" que pensam que podem usar Jesus como o Deus e Maria como a deusa, por quê isso está errado? Jesus é o deus do cristianismo, uma religião MONOTEÍSTA, e a wicca é POLITEÍSTA, por isso não deve ser misturada com o cristianismo.

Cálice: Representa o elemento água, usado para colocar, leite, vinho, ou algum líquido usado nos rituais.

Velas: As velas também são utilizadas em rituais para representar os deuses, uma vela prateada para a Deusa e uma vela dourada para o Deus, não são exatamente essas cores, mais eu as uso assim.

BOS(book of shadows ou livro das sombras): O livro das sombras é um livro onde o wiccano escreve seus rituais e o resultado deles, não deve ser usado como um diario comum, mas sim um diario sobre seus rituais.

Incenso e incensário: Representam o elemento ar, são queimados durante os rituais para purificar o circulo e o espaço ritual.

Sino: É usado para marcar o início, o meio e o fim do ritual.

Caldeirão: Representa o útero da Deusa, dele viemos e a ele voltaremos, é usado para acender fogueiras e para preparar misturas.

Bem, é isso que eu posso dizer sobre o altar e seus respectivos instrumentos e para que servem


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3 Wicca - Como começar em Qui Dez 06, 2012 2:56 pm

Mahya

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Caminhante
Circulo - como abrir e fechar


Existem várias maneiras de se traçar um Círculo, você pode usar uma das mais simples:
ABRINDO O CÍRCULO


1. Pegue a VARINHA Mágica ou o ATHAME e vá até o Norte.

2. Visualize um raio, tipo um laser, saindo da ponta do seu objeto escolhido.

3. Dê uma volta, devagar, no sentido horário, até chegar novamente ao Norte.

4. Então diga:
- "Pelo poder da Deusa e do Deus, eu traço este Círculo Sagrado.
Deste espaço nenhum mal sairá, e nele nenhum mal poderá entrar"!

Depois de traçar o Círculo, você deve invocar os Guardiões dos quatro Quadrantes, acendendo uma VELA ...

Amarela
Quadrante: Leste;
Representa: Nascer do Sol;
Elemento: AR;


Vermelha
Quadrante: Sul;
Representa: O Sol do meio-dia;
Elemento: FOGO;


Azul
Quadrante: Oeste;
Representa: O Crepúsculo;
Elemento: ÁGUA;


Marron
Quadrante: Norte;
Representa: A meia-noite;
Elemento: TERRA;

Agora se deve invocar a Deusa e o Deus, vá até o centro do Círculo e faça as invocações. Elas podem ser as seguintes:

- "Deusa graciosa, você é a Rainha dos Deuses; A Lâmpada da noite; A criadora de tudo que é selvagem e livre; Mãe das mulheres e dos homens; Amante do Deus e protetora de toda a Wicca; Descenda, eu suplico; Com seu raio de força lunar; Aqui, sobre o meu Círculo".

- "Deus brilhante, você é o Rei dos Deuses; Senhor do Sol; Mestre de tudo que é selvagem e livre; Pai das mulheres e dos homens; Amante da Deusa e protetor de toda a Wicca; Descenda, eu suplico; Com seu raio de força solar".


Começa então o RITUAL de abertura do Círculo, e cada participante agradece a Deusa por estarem presente e falam:

LESTE: Salve os Guardiões das Torres do Leste. Venham juntar-se a nós neste Círculo, Poderes do AR , vinde! Vigiem este espaço sagrado. Nós o saudamos! Todos ficam em forma de um Pentagrama.

SUL: Salve os Guardiões das Torres do Sul. Venham juntar-se a nós neste Círculo, Poderes do FOGO , vinde! Vigiem este espaço sagrado. Nós o saudamos! Todos ficam em forma de um Pentagrama.

NORTE: Salve os Guardiões das Torres do Norte. Venham juntar-se a nós neste Círculo, Poderes do TERRA , vinde! Vigiem este espaço sagrado. Nós o saudamos! Todos ficam em forma de um Pentagrama.

OESTE: Salve os Guardiões das Torres do Oeste. Venham juntar-se a nós neste Círculo, Poderes do Água, vinde! Vigiem este espaço sagrado. Nós o saudamos! Todos ficam em forma de um Pentagrama. A Alta Sacerdotisa, ou Sacerdote, desenha o Pentagrama de Invocação e o RITUAL começa.


FECHANDO O CÍRCULO

A Alta Sacerdotisa e o Sacerdote agradecem à Deusa e ao Deus por terem estado presentes, e aos Elementos. Casa pessoa volta ao seu lugar e diz:

LESTE: Salve os Guardiões das Torres do Leste. Poderes do AR , nós agradecemos sua presença aqui, como guardiães no nosso Círculo. Vão em paz, oh! grandes Guardiões do Leste, com nossas bênçãos e nosso agradecimento. Obrigado e voltem sempre! Todos ficam em forma de Pentagrama.

SUL: Salve os Guardiões das Torres do Sul. Poderes do FOGO , nós agradecemos sua presença aqui, como guardiães no nosso Círculo. Vão em paz, oh! grandes Guardiões do Sul, com nossas bênçãos e nosso agradecimento. Obrigado e voltem sempre! Todos ficam em forma de Pentagrama.

NORTE: Salve os Guardiões das Torres do Norte. Poderes da TERRA , nós agradecemos sua presença aqui, como guardiães no nosso Círculo. Vão em paz, oh! grandes Guardiões do Norte, com nossas bênçãos e nosso agradecimento. Obrigado e voltem sempre! Todos ficam em forma de Pentagrama.

OESTE: Salve os Guardiões das Torres do Oeste. Poderes do Água, nós agradecemos sua presença aqui, como guardiães no nosso Círculo. Vão em paz, oh! grandes Guardiões do Oeste, com nossas bênçãos e nosso agradecimento. Obrigado e voltem sempre! Todos ficam em forma de Pentagrama.

A Alta Sacerdotisa, desenha o Pentagrama de expulsão e mais uma vez agradece, e só então se fecha o Círculo com o ATHAME de novo, dizendo três vezes:

"O CÍRCULO SE DESFAZ, MAS ELE NUNCA SE ROMPE"

Ainda em forma de Pentagrama, faça uma meditação e visualize, o Círculo em tons de azul, subindo em direção aos DEUSES .

Que assim seja para o bem de todos!


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4 Re: Wicca - Como começar em Qui Dez 06, 2012 3:06 pm

Neo

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Regente
Parabéns pelo tópico!


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5 Wicca - Como começar em Qui Dez 06, 2012 6:24 pm

Mahya

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Caminhante
Neo escreveu:Parabéns pelo tópico!
hihi


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6 Re: Wicca - Como começar em Sex Dez 07, 2012 12:17 am

Nienna

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Regente
palmas palmas


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7 Re: Wicca - Como começar em Sex Dez 07, 2012 8:43 am

Mhaya, para que não perca o ritmo e para que continue com mais força.....

Lhe ofereço uma bebida no bar cafeh

Café mesmo.

Sandoval vc empresta a chave ou hoje é dia de inventário?

Ver perfil do usuário http://portaisdeluz.forumeiros.com

8 Re: Wicca - Como começar em Sab Dez 08, 2012 6:25 pm

Convidado


Convidado
Calma, calma...

Uma das cópias ficou comigo, desde que fui abrir o bar e acertar o stock...

Quando quiserem eu coloco o café à disposição. Twisted Evil




Já agora, Mahya, não se disperse pelos nossos comentários off-topic... Continue o bom trabalho! Cool

9 Re: Wicca - Como começar em Ter Dez 11, 2012 12:52 pm

Mahya

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Caminhante
A maioria das religiões xamânicas e de magia utilizam algum tipo de cerimonia de iniciação pela qual uma pessoa se torna um membro reconhecido daquela religião, sociedade, grupo ou coven. Tais ritos indicam também a nova direcção que a vida do iniciado está tomando. Muito tem sido feito, em público ou privativamente, sobre as iniciações Wiccanas. Cada tradição da Wicca utiliza suas próprias cerimonias de iniciação, as quais podem ou não ser reconhecidas por outros Wiccanos. Num ponto, contudo, a maioria dos iniciados concorda: uma pessoa só pode tornar-se um Wiccano se receber tal iniciação.
No entanto a maioria dos covens não aceitam quem se auto inicia, mas eu pessoalmente discordo disso, afinal e se você reside em uma cidade que não tem um coven e menos ainda as atuais "Tradições"?

Isto gera uma interessante pergunta: Quem iniciou o primeiro Wiccano?

A maior parte das cerimónias de iniciação não passam de ritos que marcam a aceitação da pessoa por um coven, e sua dedicação à Deusa e ao Deus. Por vezes, o "poder é passado" do iniciador ao noviço.

Para um não-Wiccano, a iniciação pode parecer um ritual de conversão. Não é o caso. A Wicca não precisa de tais ritos. Não condenamos as deidades com as quais nos sintonizávamos antes de praticar a Wicca, nem precisamos voltar-lhes nossas costas. A cerimónia (ou cerimónias, pois muitos grupos praticam três ritos sucessivos) de iniciação são consideradas da mais alta importância pelos grupos que ainda praticam rituais secretos. Certamente, qualquer pessoa que deseje ingressar em um grupo do gênero deve passar por uma iniciação, parte da qual consiste em jurar jamais.revelar seus segredos. Faz sentido, e é parte da iniciação de muitos covens. Mas não é a essência da iniciação.

Muitas pessoas me disseram precisar urgentemente de iniciações em Wicca. Parecem crer que não se pode praticar a Wicca sem este selo de aprovação. Se você leu este livro até este ponto, já sabe que isso não é verdade.

A Wicca foi, até por volta da década passada, uma religião fechada, mas não o é mais. Os componentes internos da Wicca estão disponíveis a quem quiser ler e tiver o discernimento necessário para compreender o material. Os únicos segredos da Wicca são suas formas individuais de ritos, encantamentos, nomes das deidades e assim por diante.

Isto não lhe deve incomodar. Para cada ritual ou nome da Deusa secreto na Wicca, existem dezenas (se não centenas) de outros publicados e prontamente disponíveis. Atualmente, mais informações sobre Wicca vêm sendo publicadas do que em qualquer período anterior. Se a Wicca já foi uma religião secreta, atualmente é uma religião de poucos segredos.


Iniciação solitária


Comece despindo suas roupas e tomando um banho ritualístico perfumado ou de ervas (simbolizando o elemento água) para purificar seu corpo e seu espírito de qualquer vibração. Durante o banho, limpe sua mente de todos os pensamentos mundanos, negativos e desagradáveis, e medite até seu corpo ficar totalmente relaxado.

Após o banho, trace no chão um círculo com cerca de 1,5m de diâmetro, usando giz , tinta branca ou com barbante. Salpique um pouco de sal (simbolizando o elemento terra) sobre o círculo para consagrá-lo, dizendo:

COM O O SAL EU CONSAGRO

E ABENÇÔO ESTE CÍRCULO

SOB OS NOMES DIVINOS DA DEUSA

E DO SEU CONSORTE, O DEUS

ABENÇOADO SEJA!

Sente-se no centro do círculo de preferência, voltado para o norte, com duas velas brancas (simbolizando o elemento fogo) e um incensório com incenso, (simbolizando o elemento ar) diante de você. (É melhor realizar esse ritual a sós e nu; entretanto, se você não se sentir à vontade para trabalhar sem roupa, poderá usar uma veste cerimonial branca.) Acenda o incenso, em seguida, a primeira vela e repita:

EU TE INVOCO E TE CHAMO,

OH DEUSA MÃE, CRIADORA DE VIDA

E ALMA DO UNIVERSO INFINITO.

PELA CHAMA DA VELA E

PELA FUMAÇA DO INCENSO

EU TE INVOCO PARA ABENÇOAR ESTE RITUAL

E PARA GARANTIR A MINHA ADMISSÃO

NA COMPANHIA DOS TEUS FILHOS AMADOS.

OH BELA DEUSA DA VIDA E

DO RENASCIMENTO,

QUE É CONHECIDA COMO DEVA, SHAKTI

ATENAS, BRÍGIDA, ÍSIS, MELUSINE, AFRODITE

E POR MUITOS OUTROS NOMES DIVINOS,

NESTE CÍRCULO CONSAGRADO A LUZ DE VELAS

EU ME COMPROMETO A TE HONRAR,

A TE AMAR E A TE SERVIR.

ENQUANTO EU VIVER

PROMETO RESPEITAR E OBEDECER À TUA LEI

DE AMOR A TODOS OS SERES VIVOS.

PROMETO NUNCA REVELAR

OS SEGREDOS DA ARTE

A QUALQUER HOMEM OU MULHER QUE NÃO

PERTENÇA AO MESMO CAMINHO;

E JURO ACEITAR O CONSELHO WICCANIANO DE

"NÃO PREJUDICAR NINGUÉM, FAÇAM O QUE QUISEREM."

OH DEUSA, RAINHA DE TODAS AS BRUXAS,

ABRO MEU CORAÇÃO E MINHA ALMA PARA TI.

ASSIM SEJA.

Acenda a segunda vela e diga:

EU TE INVOCO E TE CHAMO,

OH GRANDE DEUS DOS PAGÃOS,

SENHOR DAS MATAS VERDES

E PAI DE TODAS AS COISAS SELVAGENS E LIVRES.

PELA CHAMA DA VELA E PELA FUMAÇA DO INCENSO

EU TE INVOCO PARA ABENÇOAR ESTE RITUAL.

OH GRANDE DEUS DA MORTE

E DE TUDO O QUE VEM DEPOIS,

QUE É CONHECIDO COMO CERNUNNOS, ATTIS, PÃ, SHIVA, DAGHDA, FAUNO, FREY, ODIN, LUPERCUS

E POR MUITOS OUTROS NOMES.

NESTE CÍRCULO CONSAGRADO À LUZ DE VELAS

EU ME COMPROMETO A TE HONRAR,

A TE AMAR E A TE BEM SERVIR.

ENQUANTO EU VIVER.

OH GRANDE DEUS DA PAZ E DO AMOR

ABRO MEU CORAÇÃO E MINHA ALMA PARA TI.

ASSIM SEJA.

Mantenha suas mãos abertas e voltadas para os céus. Feche os olhos e visualize dois raios brancos de luz brilhante descendo dos céus e penetrando a palma de suas mãos. Uma sensação morna de formigamento se espalhará pelo seu corpo à medida que o poder do amor da Deusa e do Deus purificar sua alma.

Não se assuste se começar a ouvir uma voz (ou vozes) falando dentro de sua mente. Podem ser a Deusa e o Deus dentro de você, revelando sua presença. (Embora nem todos os Wiccanianos ouçam ou percebam as verdadeiras palavras ditas pela Deusa e pelo Deus alguns sentem sua presença divina e seu amor, não é incomum que as deidades pagãs falem diretamente com um Bruxo recentemente auto-iniciado, especialmente se ele ou ela for sensitivo.)

Permaneça no círculo sagrado até que as velas e o incenso terminem. (se for necessário apague as velas com a ponta dos dedos ou mesmo com um dedal, mas nunca com sopro pois estaria usando o alemento ar contra o elemento fogo e assim por diante) E, então, encerra-se o Ritual de Auto-Iniciação.

Existe um livro que ajuda o praticante solitário : Guia essencial da Bruxa Solitária


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10 Re: Wicca - Como começar em Ter Dez 11, 2012 2:26 pm

Convidado


Convidado
Tenho esse!

O autor, Scott Cunningham tem alguns livros sobre a prática de Wicca fora de um coven. Vou ver se pego o nome do outro livro que tenho dele...

Acho a leitura interessante... Mas creio que a via exclusivamente solitária serve mesmo para quem se afiniza com a prática e não acha um coven de confiança. A energia de um grupo é algo formidável quando bem direccionada! Agora, lógico, estar num grupo não invalida que se pratique também sozinho.


11 Re: Wicca - Como começar em Qua Dez 12, 2012 4:01 pm

Mahya

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Caminhante
Gwenhwyfar escreveu:Tenho esse!

O autor, Scott Cunningham tem alguns livros sobre a prática de Wicca fora de um coven. Vou ver se pego o nome do outro livro que tenho dele...

Acho a leitura interessante... Mas creio que a via exclusivamente solitária serve mesmo para quem se afiniza com a prática e não acha um coven de confiança. A energia de um grupo é algo formidável quando bem direccionada! Agora, lógico, estar num grupo não invalida que se pratique também sozinho.



Pois é Gwen, quando eu comecei por exemplo, há mais de 15 anos atras, residia em uma micro cidade, lá não há coven,
somente eu e meu filho com 12 ans na época praticavamos, e muitooo escondido, arriscava ser linxada literalmente rsrs, estilo
fogueira kkk...
tinha a vantagem de ter muita mata, o que nos colocava em contato direto com a natureza...
em fim só a poucos anos viemospara a capital, assim sendo muitos livros nos ajudaram, entre scot cuningam e outros...
longa cainhada e na minha humilde opinião bastante válida study


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12 Re: Wicca - Como começar em Qua Dez 12, 2012 7:07 pm

Convidado


Convidado
Eu a entendo muito bem...

Cá pelas minhas bandas conheci pelo menos 3 covens. Nenhum trabalhava direito... Dois na área de Lisboa, um lá pelos lados do Porto.
E cá é difícil achar também, e ainda mais de modo "aberto", sem que haja preconceito pelas práticas.

Tenho afinidade por este caminho, mas não só por ele... Daí me ater mais pela leitura do que pela prática propriamente dita. Digamos que tenho um especial carinho pelas práticas "naturais".

De qualquer modo, não só falando pela Wicca, mas por qualquer trabalho espiritual, um grupo sempre traz um apoio especial... Que de modo algum invalida a prática que se faz "a solo". rsrsrsrsrsrs
Tenho a tendência a ser um pouco ermita nas minhas práticas, mas confesso que dou muito valor à energia grupal e ela me faz muita falta por vezes.
Sempre é bom ter apoio de um grupo, mas isso nem sempre é possível.
O caminho solitário traz algumas vantagens, sendo que para mim a principal é a responsabilização que se aprende com isso.

Tenho que tirar o chapéu a esse autor, no entanto. Ele teve a coragem de colocar que o caminho podia ser feito fora de um coven (e pode!) e escrever sobre o assunto, numa altura em que a via solitária era mal vista e desacreditada por muitos. A noção de "ser preciso um bruxo para fazer um bruxo" na altura em que ele próprio começou era bem enraizada na mente das pessoas.

13 Re: Wicca - Como começar em Qua Dez 12, 2012 11:01 pm

Mahya

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Caminhante
Gwenhwyfar escreveu:Eu a entendo muito bem...

Cá pelas minhas bandas conheci pelo menos 3 covens. Nenhum trabalhava direito... Dois na área de Lisboa, um lá pelos lados do Porto.
E cá é difícil achar também, e ainda mais de modo "aberto", sem que haja preconceito pelas práticas.

Tenho afinidade por este caminho, mas não só por ele... Daí me ater mais pela leitura do que pela prática propriamente dita. Digamos que tenho um especial carinho pelas práticas "naturais".

De qualquer modo, não só falando pela Wicca, mas por qualquer trabalho espiritual, um grupo sempre traz um apoio especial... Que de modo algum invalida a prática que se faz "a solo". rsrsrsrsrsrs
Tenho a tendência a ser um pouco ermita nas minhas práticas, mas confesso que dou muito valor à energia grupal e ela me faz muita falta por vezes.
Sempre é bom ter apoio de um grupo, mas isso nem sempre é possível.
O caminho solitário traz algumas vantagens, sendo que para mim a principal é a responsabilização que se aprende com isso.

Tenho que tirar o chapéu a esse autor, no entanto. Ele teve a coragem de colocar que o caminho podia ser feito fora de um coven (e pode!) e escrever sobre o assunto, numa altura em que a via solitária era mal vista e desacreditada por muitos. A noção de "ser preciso um bruxo para fazer um bruxo" na altura em que ele próprio começou era bem enraizada na mente das pessoas.
A natureza por vezes nos dá tudo o que precisamos,
realmente este autor fez o que muitos até hoje discordam...
mas fica aquela pergunta: quem formou a primeira (o) bruxa(o)?
nos tempos antigos não existiam coven, ao contrário, tudo era muito escondido ou iam pra fogueira Shocked
particularmente eu concordo com Scot Cuuningan, mas essa é ua opinião minha, não a discuto; em fim eu tbm sou uma eremita em meus estudos e práticas, mas confeso q ultimamente me sinto muito só, não há quem eu pssa trocar idéias, informações etc...

mas em fim vams seguindo no aprendizado, pois quanto mais aprendo mais vejo q nada sei, por tão vasto é o assunto



Última edição por Mahya em Sex Dez 14, 2012 10:08 pm, editado 1 vez(es)


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14 Re: Wicca - Como começar em Qui Dez 13, 2012 5:53 pm

Aster

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Gerald Brosseau Gardner

(13 de Junho de 1884 - 12 de Fevereiro de 1964) era um funcionário público Inglês, antropologista amador, escritor, ocultista e Bruxo Tradicionalista, fundador da Wicca.

Vida

Gardner nasceu em Crosby, perto de Liverpool, Inglaterra. Sofria de asma desde tenra idade, pelo que a sua ama o levou para climas mais quentes, acabando por assentar na Ásia, onde Gardner ficou uma boa porção da sua vida de adulto.

Em 1908 era plantador de borracha, primeiro em Borneo e depois em Malásia. Depois de 1923 tomou algumas posições de serviço civil como inspector na Malásia. Em 1936, com 52 anos, regressou à Inglaterra. Publicou o texto autoritário Keris and other Malay Weapons (1936), baseado na sua pesquisa sobre armas no sul Asiático e práticas de magia.

No seu regresso a Inglaterra adotou o naturismo, e aprofundou o seu interesse pelo oculto. Aqueles que o conheciam no movimento pagão moderno, como Doreen Valiente, dizem que era um forte adepto da terapia através do sol.

Gardner publicou entretanto dois trabalhos de ficção: A Goddess Arrives (1939) e High Magic's Aid (1949). Estes trabalhos foram seguidos de trabalhos já de investigação e portanto factuais: Witchcraft Today (1954) and The Meaning of Witchcraft (1959).

Gardner foi casado com uma mulher de nome Donna durante 33 anos, mas ela nunca fez parte das atividades neo-pagãs do seu marido.

Em 1964, depois de sofrer de um ataque cardíaco, Gardner morreu a bordo de um navio que regressava de Lebanon. Foi enterrado na Tunísia.

Wicca

Gardner afirmava ter sido iniciado em 1939 numa tradição de bruxaria religiosa que ele acreditava ser uma continuação do Paganismo Europeu.

Doreen Valiente mais tarde identificou aquela que iniciou Gardner como sendo Dorothy Clutterbuck no livro A Witches' Bible, escrito por Janet e Stewart Farrar em 2002. Esta identificação foi baseada em referências que Valiente se lembrava de Gardner fazer a uma mulher a quem ele chamava de "Old Dorothy".

Ronald Hutton diz, no entanto, no seu livro Triumph of the Moon, que a tradição Gardneriana era largamente inspirada em membros da Rosicrucian Order Crotona Fellowship e especialmente por uma mulher conhecida pelo nome mágico de "Dafo".

O Dr. Leo Ruickbie, no seu livro Witchcraft Out of the Shadows (2004), analisou as evidências documentais e concluiu que Aleister Crowley teve um papel crucial ao inspirar Gardner a criar uma nova religião pagã.

Saiba mais em:

http://geraldgardner.com/index.php

http://www.controverscial.com/Gerald%20Brosseau%20Gardner.htm


Bibliografia


1936: Keris and Other Malay Weapons
1939: A Goddess Arrives (ficção)
1949: High Magic's Aid (ficção)
1954: Witchcraft Today
1959: The Meaning of Witchcraft


O renascimento da Wicca

Pode ser encontrada no início do século XX nos trabalhos da antropóloga inglesa Margareth Murray, suas pesquisas sobre “as origens e a história da feitiçaria” começaram com a ideia comum de que “todas as feiticeiras eram velhas sofrendo de alucinações por causa do diabo”. Mas Murray...logo desvendou o diabo e descobriu em seu lugar um Deus com chifres de um culto à fertilidade, um Deus pagão que na época da inquisição foi considerado herético, transformado em uma incorporação do diabo. Murray estava convencida depois dos seus estudos profundos sobre esses registros de que esse Deus possuía um equivalente feminino, tratava-se de uma divindade, a caçadora medieval das épocas clássicas que os gregos chamavam de Ártemis e os romanos de Diana. Murray então... Concluiu que as feiticeiras condenadas tinham Diana como uma líder espiritual e por isso a reverenciavam.

Segundo Margaret Murray, os vestígios dessa fé poderiam ser rastreados no passado a até cerca de 25 mil anos, época em que viveu uma raça aborígine composta de anões, cuja existência permaneceu registrada pelos conquistadores que invadiram aquelas terras apenas nas lendas sobre elfos e fadas. De acordo com ela, seria uma “religião alegre”, repleta de festejos, danças e principalmente abandono sexual, o que mais tarde seria incompreensível para os sombrios inquisidores, cujo único propósito foi destruí-la até as mais tenras raízes.
A egiptóloga Margaret A. Murray, pesquisadora ativa até sua morte, aos 100 anos.Finalmente em 1921, Murray publicou o primeiro (O Culto à Feiticeira na Europa Ocidental) dos três livros com as suas conclusões favorecia certa legitimidade à religião Wicca. Imediatamente outros estudiosos no assunto atacaram os métodos e as conclusões de Margaret Murray, um dos críticos classificou seu livro como “um palavrório enfadonho”. Apesar dos trabalhos de Murray não terem tanto prestígio nos círculos acadêmicos, recentes estudos arqueológicos induziram alguns historiadores a fazer ao menos uma releitura mais criteriosa de algumas de suas teorias mais polêmicas; Margaret Murray conseguiu através de uma reavaliação favorável da feitiçaria, abrir uma porta para um fluxo de interesse pelo culto a Diana.

Em 1899, mais de duas décadas antes de Murray apresentar suas teorias, Charles Leland, escritor e folclorista americano havia publicado “Aradia”, obra que segundo ele, era o evangelho de “La Vecchia Religione” (A Velha Religião), uma expressão que desde então passou a fazer parte do saber “Wicca”. O livro relata a lenda de Diana, Rainha da Feiticeiras, cujo encontro com o deus-sol Lúcifer resultara numa filha chamada “Aradia”, esta seria “la prima strega” (a primeira bruxa), a que revelara os segredos da feitiçaria para a humanidade.

Considerada uma fonte duvidosa, Aradia contudo...terminou servindo de inspiração para inúmeros ritos praticados por feiticeiros contemporâneos. Duramente criticado e mesmo com raros defensores no círculo acadêmico, o livro Aradia com sua ênfase no culto à Deusa tornou-se muito popular nas assembléias feministas.

Outro trabalho mais recente com enfoque similar, porém de reputação mais sólida, é o livro de Robert Graves, publicado pela primeira vez em 1948, “A Deusa Branca” que revela a existência de um culto ancestral centrado na figura de uma matriarcal deusa lunar. De acordo com o autor, essa deusa seria a única salvação para civilização ocidental. Robert Graves expressou profundas reservas com relação à bruxaria, mas o autor chama à atenção a longevidade e a força da religião Wicca e também faz críticas ao que ele considera como uma ênfase em jogos e brincadeiras. Na verdade, o ideal para a feitiçaria, escreve Grave, seria que “surgisse um místico de grande força para revestir de seriedade essa prática, recuperando sua busca original de sabedoria”.

A referência de Graves era uma irônica alfinetada em Gerald Brosseau Gardner, um senhor inglês peculiar e carismático, que exerceria profunda, embora frívola, do ponto de vista de Robert Graves, influência no ressurgimento do interesse pela feitiçaria.

Gardner nasceu em Blundellands, nas proximidades de Liverpool, Inglaterra no dia 13 de Junho de 1884. O seu pai foi Juiz de Paz, pertencendo a uma família de comerciantes de madeira. A família de Gardner tem origem Escocesa, remontando as suas raízes a uma mulher chamada Grissel Gardner, foi queimada como feiticeira no ano de 1610 em Newburgh. O avô de Gardner casou com uma senhora que supostamente teria sido feiticeira e muitos dos seus antepassados teriam assumidamente capacidades psíquicas extraordinárias. Na sua família inclui-se também Alan Gardner, um comandante naval e mais tarde vice-almirante e membro da Câmara dos Lordes, o qual ganhou distinções como comandante do Channel Fleet que preveniu a invasão de Napoleão Bonaparte em 1807.

Gerald Gardner tivera diversas carreiras e ocupações: funcionário de alfândega, plantador de seringueiras, antropólogo e, finalmente, místico declarado. Era um nudista convicto, professava um perpétuo interesse pela “magia e assuntos do gênero”, campo que para ele incluía tudo: desde os pequenos seres das lendas inglesas até as vítimas da Inquisição e os cultos secretos da antiga Grécia, Egito e Roma. Pertenceu à famosa sociedade dos aprendizes de magos chamada Ordem Hermética da Aurora Dourada.

Gerald Gardner recolheu-se em Isle of ManGardner enfureceu os círculos acadêmicos quando anunciou que as teorias de Margaret Murray eram verdadeiras. A feitiçaria, declarou ele, havia sido uma religião e continuava a ser. Ele dizia saber disso simplesmente porque ele próprio era um bruxo. Em 1954, seu surpreendente depoimento veio à luz com o lançamento de “A Feitiçaria Moderna”, o livro mais importante para o renascimento da feitiçaria. Se a prática não havia desaparecido, como “A Feitiçaria Moderna” tentava provar, o próprio Gardner admitiu ao menos que a feitiçaria estava morrendo quando ele a encontrou pela primeira vez, em 1939.

Gardner gerou muita polêmica ao afirmar que, após a catastrófica perseguição medieval, a bruxaria tinha sobrevivido através dos séculos, secretamente, à medida que seu saber canônico e seus rituais eram transmitidos de uma geração para outra de feiticeiros. Segundo Gardner, sua atração pelo ocultismo havia feito com que se encontrasse com uma herdeira da antiga tradição, “a Velha Dorothy Clutterbuck”, que supostamente seria alta sacerdotisa de uma seita sobrevivente. Logo após esse encontro, Gardner foi iniciado na prática, embora mais tarde tenha afirmado, no trecho mais improvável de uma história inconsciente, que desconhecia as intenções da velha Dorothy até chegar ao meio da cerimônia iniciática, ouvir a palavra “Wicca” e perceber “que a bruxa que eu pensei que morrera queimada há centenas de anos ainda vivia”.

Considerando-se devidamente preparado para tal função, Gardner gradualmente assumiu o papel de porta-voz informal da prática. Assim, lançou uma nova luz nas atividades então secretas da bruxaria ao descrever em seu livro, por exemplo, a suposta atuação desses adeptos para impedir a invasão de Hitler na Inglaterra. De acordo com Gardner, os feiticeiros da Grã-Bretanha reuniram-se na costa inglesa em 1940 e juntos produziram “a marca das chamas” – uma intensa concentração de energia espiritual, também conhecida como “cone do poder”, para supostamente enviar uma mensagem mental ao Fuhrer: “Você não pode vir. Você não pode cruzar o mar”. Não se pode afirmar se o encantamento produziu ou não o efeito desejado mas, como Gardner salientou prontamente, a história realmente registra o fato de Hitler ter reconsiderado seu plano de invadir a Inglaterra na última hora, voltando-se abruptamente para a Rússia. Gardner declara também, que esse mesmo encantamento teria, aparentemente, causado o desmoronamento da Armada Espanhola em 1588, quando muitos feiticeiros conjuraram uma tempestade que tragou a maior frota marítima daquela época.

Quando não reescrevia a história, Gerald Gardner assumia a tarefa de fazer uma revisão da feitiçaria. Partindo de suas próprias pesquisas sobre magia ritual, ele criou uma “sopa” literária sobre feitiçaria feita com ingredientes que incluíam fragmentos de antigos rituais supostamente preservados por seus companheiros, adeptos da prática, além de elementos de ritos maçônicos e citações de seu colega Aleister Crowley, renomado ocultista que se declarava a Grande Besta da magia ritual. Gardner decidiu então acrescentar uma pitada de Aradia e da Deusa Branca e, para ficar no ponto, temperou seu trabalho incorporando-lhe um pouquinho de Ovídio e de Rudyard Kipling. O resultado final, escrito numa imitação de inglês elisabetano, engrossado ainda com pretensas 162 leis de feitiçaria, foi uma espécie de catecismo da Wicca, ressuscitado por Gardner. Assim que completou o trabalho, seu compilador tentou fazê-lo passar por um manual de uma bruxa do século XVI, ou um Livro das Sombras.
Esse volume transformou-se em evangelho e liturgia da tradição gardneriana da Wicca, como veio a ser chamada essa última encarnação da feitiçaria. Era uma “pacífica e feliz religião da natureza”, nas palavras de Margot Adler em “Atraindo a Lua”.

As bruxas reuniam-se em assembléias, conduzidas por sacerdotisas. Adoravam duas divindades, em especial, o Deus das florestas e de tudo que elas encerram, e a Grande Deusa tríplice da fertilidade e do renascimento. Nuas, as feiticeiras formavam um círculo e produziam energia com seus corpos através da dança, do canto e de técnicas de meditação. Concentravam-se basicamente na Deusa; celebravam os oito festivais pagãos da Europa, buscando entrar em sintonia com a natureza.

Como indaga o próprio Gardner em seu livro: Há algo errado ou pernicioso nisso tudo? Se praticassem esses ritos dentro de uma igreja, omitindo o nome da Deusa ou substituindo-o pelo de uma santa, será que alguém se oporia?

Talvez não, embora a nudez ritualística recomendada por Gardner causasse, e ainda cause, um certo espanto. Mas para Gardner as roupas simplesmente impedem a liberação da força psíquica que ele acreditava existir no corpo humano. Ao se desnudarem para adorar a Deusa, as feiticeiras não só se despiam de seus trajes habituais, como também de sua vida cotidiana. Além disso, sua nudez representaria um regresso simbólico a uma era anterior à perda da inocência.
A recomendação da nudez, acrescentada à defesa feita por Gardner do sexo ritualístico – O Grande Rito, como ele o chamava – virtualmente pedia críticas. Rapidamente o pai da tradição gardneriana ganharia reputação de “Velho Obsceno”.

Mas, sendo um nudista e ocultista vitalício, Gardner estava habituado aos olhares reprovadores da sociedade e em seu livro “A Feitiçaria Moderna”, parecia antever as críticas que posteriormente receberia.

Alguns críticos, após um exame minucioso dos trabalhos de Gerald Gardner, começaram a questionar a validade do suposto antigo “Livro das Sombras”, entre os seus críticos mais ferrenhos encontrava-se o historiador Elliot Rose, que em 1962 desacreditou a feitiçaria de Gardner, afirmando que era um sincretismo. Outro crítico, um destacado cronista britânico do ocultismo, acusou Gardner de fundar “um culto às bruxas elaborado e escrito em estilo romântico, um culto redigido de seu próprio punho”.

Aidan Kelly, outro crítico, o fundador da Nova Ordem Ortodoxa Reformada da Aurora Dourada, uma ramificação da prática da magia, declarou trivialmente que Gardner inventara a feitiçaria moderna e que ele, em sua tentativa desorientada de reformar a velha religião, formara outra, inteiramente nova. Kelly ainda assegurou que na tradição gardneriana não há base alguma que relacione a tradição com o antigo paganismo europeu.

Selena FoxAidan Kelly no entanto contrabalançou suas virulentas críticas a Gardner ao creditar-lhe não só uma criatividade genial, mas também a responsabilidade pela vitalidade da feitiçaria contemporânea.
J. Gordon Melton, um ministro metodista e fundador do Instituto para o Estudo da Religião Americana, comentou que todo o movimento neopagão deve seu surgimento, bem como seu ímpeto, a Gerald Gardner. “Tudo aquilo que chamamos hoje de movimento da feitiçaria moderna pode ser datado a partir de Gardner”, declarou Melton.

Dúvidas e polêmicas sobre suas fontes à parte, a influência de Gerald Gardner no moderno processo de renascimento da Wicca é indiscutível, assim como seu papel de pai espiritual dessa tradição específica de feitiçaria que hoje carrega seu nome. Embora os métodos de Gardner revelassem um certo toque de charlatania e seus motivos talvez parecessem um tanto confusos, sua mensagem era apropriada para sua época e foi recebida com entusiasmo dos dois lados do Atlântico. Quer ele tenha ou não redescoberto e resgatado um antigo caminho de sabedoria, aparentemente seus seguidores foram capazes de captar em seu trabalho uma fonte para uma prática espiritual que lhes traz satisfação.

Além do mais, na condição de alto sacerdote de seu grupo, Gardner foi pessoalmente responsável pela iniciação de dúzias de novos feiticeiros e pela criação de muitas novas assembléias de bruxos. Estas, por sua vez, geraram outros grupos, num processo que se tornou conhecido como “a colméia” e que, de fato, resultou numa espécie de sucessão apostólica cujas origens remontam ao grupo original criado por Gardner. Outras assembléias gardnerianas nasceram a partir de feiticeiras autodidatas, que formaram seus próprios grupos após ler as obras de Gardner, adotando sua filosofia.

Contudo, nem todas as feiticeiras estão vinculadas ao gardnerianismo. Muitas professam uma herança anterior a Gardner e desempenham seus rituais de acordo com diversos modelos colhidos das tradições Celta, Escandinava e Alemã. Além disso, alguns desses pretensos tradicionalistas declaram-se feiticeiros hereditários, nascidos em famílias de bruxos e destinados a transmitir seus segredos aos próprios filhos.

Fonte: http://www.mortesubita.org/biografias/biografia/gerald-gardner


Entrevista com Gerald Gardner ( 1957):

http://www.youtube.com/watch?v=WN0fUikv88g

Foto:

http://www.flickr.com/photos/celine-excoffon/7392977366/

Espero ter ajudado!

Very Happy

tchau


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Ananael Qaaon Babalon Qaa.
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15 Re: Wicca - Como começar em Qui Dez 13, 2012 10:19 pm

Mahya

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Caminhante
palmas Muito Bom
Umas das tradições hoje usual também no Brasil é a Gardeninana, a Alexandrina, a Diânica, entre mais algumas poucas...

Trechos da wikipédia diz:

" A Wicca foi popularizada nos anos 50 por Gerald Gardner, que na época chamava a religião de "culto às bruxas" e "bruxaria", e seus seguidores "a Wica". A partir dos anos 60 seu nome foi normalizado para "Wicca".

A Wicca é uma religião politeísta, de culto basicamente dualista, que crê tradicionalmente na Mãe Tríplice e no Deus Cornífero, ou religião matriarcal de adoração à Deusa mãe. Estas duas deidades são muitas vezes vistas como faces de uma divindade panteísta maior, ou que se manifestam como várias divindades politeístas. A Wicca também envolve a prática ritual da magia, em grande parte influenciada pela magia cerimonial do passado, muitas vezes em conjunto com um código de moralidade liberal conhecida como a Wiccan Rede, embora não seja uma regra. Embora algumas tradições adorem o celta Cernunnos, símbolo da virilidade, e por vezes seja confundida com Satanismo, os wiccanos não crêem em Lúcifer ou em Satã.

Existem diversas tradições dentro da Wicca. Algumas, como a Wicca Gardneriana e a Alexandrina, seguem a linhagem iniciática de Gardner; ambas são frequentemente denominadas de wicca tradicional britânica, e muitos dos seus praticantes consideram que o termo "Wicca" possa ser aplicado unicamente a elas. Outras, como o cochranianismo, Feri e a Tradição Diânica, tomam como principal influência outras figuras e não insistem em qualquer tipo de linhagem iniciática. Alguns destes não usam o termo "Wicca", preferindo "Bruxaria", enquanto outros crêem que todas estas tradições podem ser consideradas wiccanas."

http://pt.wikipedia.org/wiki/Wicca


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Mahya
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16 Re: Wicca - Como começar em Qui Dez 13, 2012 10:29 pm

Mahya

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Caminhante
Mas é claro não podemos esquecer da Lei Triplice, que é obviamente uma lei da wicca no entanto se observarmos no real esta lei se aplica a tudo o que fazemos

LEI TRIPLICE:

“TUDO O QUE FIZERES VOLTARÁ EM TRIPLO PARA TI!”

CONSELHO WICCA:

FAÇA O QUE QUISER DESDE QUE NÃO FAÇA MAL A NADA NEM A NINGUÉM”A religião wicca baseia-se na Lei Tríplice, lei essa que é aplicada tanto nos rituais mágicos, quanto no dia a dia, sendo pois um meio de vida da(o) bruxa(o) wicca.A Lei Triplice ou a Lei de Três, é uma lei de reflexo, uma lei kármica de retribuição,que se aplica a qualquer ação, seja ela boa, seja ela má. Cada energia enviada regressa a quem a enviou (nesta mesma vida) com mais força, seja três vezes mais.Assim se fizer um ato bom, que se traduz numa energia positiva, essa voltará para si mais dia menos dia. Se enviar uma energia negativa, essa energia, de igual forma fará seu percurso, e retornará ao enviante.Tal lei em nada impede de exercer a magia, apesar de se entender que a magia por definição é o poder de alterar o estado natural das coisas. Você pode perfeitamente agir magicamente no quotidiano, sem causar mal. A Lei tríplice éuma noção ética da magia, é um limite moral, ainda que pessoal, ao lidar com os poderes mágicos: exercer a magia, viver a magia, fazer da magia o seu “way of life”, dentro de certos limites toleráveis. A intenção inicial, ao atuar magicamente deverá então ser positiva e construtiva.Outras regras wicca derivadas desta principal serão: “faça o que quiser, desde que para o bem”, “faça o que quiser desde que não cause mal a nada nem a ninguém”. Não existe um mal absoluto. Mas existem coisas indiscutivelmente ruins pelo sensocomum: matar, privar de liberdade, causar danos físicos e emocionais a qualquer pessoa. Será a este tipo de “males” que a lei se refere.
Claudiney Pietro, no livro “Wicca – Ritos e Mistérios da bruxaria moderna”, diz que: “
Quando interferimos no livre arbítrio de uma pessoa estamos efetuando um acto negativo contra a pessoa e contra nós mesmos. Quando um Bruxo faz isso, está trabalhando com a Baixa Magia, e ele pagará caro, pois o Universonos retribui tudo o que emitimos aos outros numa escala de 3.”
Claudiney afirma igualmente que os feitiços são parte integrante do núcleooperacional da Wicca. O feitiço é “
um conjunto de técnicas e conhecimentosespecíficos que quando colocados em prática, enviam uma projeção mental aoUniverso”...”Um feitiço age diretamente com a natureza”... “Tudo na natureza é vivo e possui energias específicas acumuladas”...”quando canalizadas corretamente, passam à agir em benefício daqueles que sabem utilizá-las”.


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17 Re: Wicca - Como começar em Qui Dez 13, 2012 10:44 pm

Mahya

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Caminhante
O Pentagrama


Desde os primórdios da humanidade, o ser humano sempre se sentiu envolto por forças superiores e trocas energéticas que nem sempre soube identificar. Sujeito a perigos e riscos, teve a necessidade de captar forças benéficas para se proteger de seus inimigos e das vibrações maléficas. Foi em busca de imagens, objetos, e criou símbolos para poder entrar em sintonia com energias superiores e ir ao encontro de alguma forma de proteção.

Dentre estes inúmeros símbolos criados pelo homem, se destaca o pentagrama, que evoca uma simbologia múltipla, sempre fundamentada no número 5, que exprime a união dos desiguais. As cinco pontas do pentagrama põem em acordo, numa união fecunda, o 3, que significa o principio masculino, e o 2, que corresponde ao princípio feminino. Ele simboliza, então, o andrógino.

O pentagrama sempre esteve associado com o mistério e a magia. Ele é a forma mais simples de estrela, que deve ser traçada com uma única linha, sendo consequentemente chamado de "Laço Infinito".

A potência e associações do pentagrama evoluíram ao longo da história. Hoje é um símbolo onipresente entre os neo-pagãos, com muita profundidade mágica e grande significado simbólico.

PENTAGRAMA-ORIGEM, RITOS E CRENÇAS

Um de seus mais antigos usos se encontra na Mesopotâmia, onde a figura do pentagrama aparecia em inscrições reais e simbolizava o poder imperial que se estendia "aos quatro cantos do mundo". Entre os Hebreus, o símbolo foi designado como a Verdade, para os cinco livros do Pentateuco (os cinco livros do Velho Testamento, atribuídos a Moisés). Às vezes é incorretamente chamado de "Selo de Salomão", sendo, entretanto, usado em paralelo com o Hexagrama.

Na Grécia Antiga, era conhecido como Pentalpha, geometricamente composto de cinco As. Pitágoras, filósofo e matemático grego, grande místico e moralista, iniciado nos grandes mistérios, percorreu o mundo nas suas viagens e, em decorrência, se encontram possíveis explicações para a presença do pentagrama, no Egito, na Caldéia e nas terras ao redor da Índia. A geometria do pentagrama e suas associações metafísicas foram exploradas pelos pitagóricos, que o consideravam um emblema de perfeição. A geometria do pentagrama ficou conhecida como " A Proporção Dourada", que ao longo da arte pós helênica, pôde ser observada nos projetos de alguns templos.

Para os agnósticos, era o pentagrama a "Estrela Ardente" e, como a Lua crescente, um símbolo relacionado à magia e aos mistérios do céu noturno. Para os druidas, era um símbolo divino e, no Egito, era o símbolo do útero da terra, guardando uma relação simbólica com o conceito da forma da pirâmide. Os celtas pagãos atribuíam o símbolo do pentagrama à deusa Morrigan.

Os primeiros cristãos relacionavam o pentagrama às cinco chagas de Cristo e, desde então, até os tempos medievais, era um símbolo cristão . Antes da Inquisição não havia nenhuma associação maligna ao pentagrama; pelo contrário, era a representação da verdade implícita, do misticismo religioso e do trabalho do Criador.

O imperador Constantino I, depois de ganhar a ajuda da Igreja Cristã na posse militar e religiosa do Império Romano em 312 d.C., usou o pentagrama junto com o símbolo de chi-rho (uma forma simbólica da cruz), como seu selo e amuleto. Tanto na celebração anual da Epifania, que comemora a visita dos três Reis Magos ao menino Jesus, assim como também a missão da Igreja de levar a verdade aos gentios, tiveram como símbolo o pentagrama, embora em tempos mais recentes este símbolo tenha sido mudado, como reação ao uso neo-pagão do pentagrama.

Em tempos medievais, o "Laço Infinito" era o símbolo da verdade e da proteção contra demônios. Era usado como um amuleto de proteção pessoal e guardião de portas e janelas.

Os Templários, uma ordem militar de monges formada durante as Cruzadas, ganharam grande riqueza e proeminência através das doações de todos aqueles que se juntavam à ordem, e amealhou também grandes tesouros trazidos da Terra Santa. Na localização do centro da "Ordem dos Templários", ao redor de Rennes du Chatres, na França, é notável observar um pentagrama natural, quase perfeito, formado pelas montanhas que medem vários quilômetros ao redor do centro. Há grande evidência da criação de outros alinhamentos geométricos exatos de Pentagramas como também de um Hexagrama, centrados nesse pentagrama natural, na localização de numerosas capelas e santuários nessa área.

Está claro, no que sobrou das construções dos Templários, que os arquitetos e pedreiros associados à poderosa ordem conheciam muito bem a geometria do pentagrama e a "Proporção Dourada", incorporando aquele misticismo aos seus projetos.

Entretanto, a "Ordem dos Templários" foi inteiramente dizimada, vítima da avareza da Igreja e de Luiz IX, religioso fanático da França, em 1.303. Se iniciaram os tempos negros da Inquisição, das torturas e falsos-testemunhos, de purgar e queimar, esparramando-se como a repetição em câmara-lenta da peste negra, por toda a Europa.

Durante o longo período da Inquisição, havia a promulgação de muitas mentiras e acusações em decorrência dos "interesses" da ortodoxia e eliminação de heresias. A Igreja mergulhou por um longo período no mesmo diabolismo ao qual buscou se opor. O pentagrama foi visto, então, como simbolizando a cabeça de um bode ou o diabo, na forma de Baphomet, e era Baphomet quem a Inquisição acusou os Templários de adorar.

Também, por esse tempo, envenenar como meio de assassinato entrou em evidência. Ervas potentes e drogas trazidas do leste durante as Cruzadas, entraram na farmacopéia dos curandeiros, dos sábios e das bruxas. Curas, mortes e mistérios desviaram a atenção dos dominicanos da Inquisição, dos hereges cristãos, para as bruxas pagãs e para os sábios, que tinham o conhecimento e o poder do uso dessas drogas e venenos.

Durante a purgação das bruxas, outro deus cornudo, como Pan, chegou a ser comparado com o diabo (um conceito cristão) e o pentagrama - popular símbolo de segurança - pela primeira vez na história, foi associado ao mal e chamado "Pé da Bruxa". As velhas religiões e seus símbolos caíram na clandestinidade por medo da perseguição da Igreja e lá ficaram definhando gradualmente, durante séculos.

DO RENASCIMENTO ATÉ HOJE

As sociedades secretas de artesãos e eruditos, que durante a inquisição viveram uma verdadeira paranóia, realizando seus estudos longe dos olhos da Igreja, já podiam agora com o fim do período de trevas da Inquisição, trazer à luz o Hermetismo, ciência doutrinaria ligada ao agnosticismo surgida no Egito, atribuída ao deus Thot, chamado pelos gregos de Hermes Trismegisto, e formada principalmente pela associação de elementos doutrinários orientais e neoplatônicos. Cristalizou-se, então, um ensinamento secreto em que se misturavam filosofia e alquimia, ciência oculta da arte de transmutar metais em ouro. O simbolismo gráfico e geométrico floresceu, se tornou importante e, finalmente, o período do Renascimento emergiu, dando início a uma era de luz e desenvolvimento.

Um novo conceito de mundo pôde ser passado para a Europa renascida, onde o pentagrama (representação do número cinco), significava agora o microcosmo, símbolo do Homem Pitagórico que aparece como uma figura humana de braços e pernas abertas, parecendo estar disposto em cinco partes em forma de cruz; o Homem Individual. A mesma representação simbolizava o macrocosmo, o Homem Universal - dois eixos, um vertical e outro horizontal, passando por um mesmo centro. Um símbolo de ordem e de perfeição, da Verdade Divina. Portanto, "o que está em cima é como o que está embaixo", como durante muito tempo já vinha sendo ensinado nas filosofias orientais.

O pentagrama pitagórico - que se tornou, na Europa, o de Hermes, gnóstico - já não aparece apenas como um símbolo de conhecimento, mas também como um meio de conjurar e adquirir o poder. Figuras de Pentagramas eram utilizadas pelos magos para exercer seu poder: existiam Pentagramas de amor, de má sorte, etc.

No calendário de Tycho Brahe "Naturale Magicum Perpetuum" (1582), novamente aparece a figura do pentagrama com um corpo humano sobreposto, que foi associado aos elementos. Agripa (Henry Cornelius Von de Agripa Nettesheim), contemporâneo de Tycho Brahe, mostra proporcionalmente a mesma figura, colocando em sua volta os cinco planetas e a Lua no ponto central (genitália) da figura humana. Outras ilustrações do mesmo período foram feitas por Leonardo da Vinci, mostrando as relações geométricas do Homem com o Universo.

Mais tarde, o pentagrama veio simbolizar a relação da cabeça para os quatro membros e consequentemente da pura essência concentrada de qualquer coisa, ou o espírito para os quatro elementos tradicionais: terra, água, ar e fogo - o espírito representado pela quinta essência ( a "Quinta Essência" dos alquimistas e agnósticos).

Na Maçonaria, o homem microcósmico era associado com o Pentalpha (a estrela de cinco pontas). O símbolo era usado entrelaçado e perpendicular ao trono do mestre da loja. As propriedades e estruturas geométricas do "Laço Infinito" foram simbolicamente incorporadas aos 72 graus do Compasso - o emblema maçônico da virtude e do dever.

Nenhuma ilustração conhecida associando o pentagrama com o mal aparece até o Século XIX. Eliphas Levi (Alphonse Louis Constant) ilustra o pentagrama vertical do homem microcósmico ao lado de um pentagrama invertido, com a cabeça do bode de Baphomet ( figura panteísta e mágica do absoluto). Em decorrência dessa ilustração e justaposição, a figura do pentagrama, foi levada ao conceito do bem e do mal.

Contra o racionalismo do Século XVIII, sobreveio uma reação no Século XIX, com o crescimento de um misticismo novo que muito deve à Santa Cabala, tradição antiga do Judaísmo, que relaciona a cosmogonia de Deus e universo à moral e verdades ocultas, e sua relação com o homem. Não é tanto uma religião mas, sim, um sistema filosófico de compreensão fundamentado num simbolismo numérico e alfabético, relacionando palavras e conceitos.

Eliphas Levi foi um expositor profundo da Cabala e instrumentou o caminho para a abertura de diversas lojas de tradição hermética no ocidente: a "Ordem Temporale Orientalis" (OTO), a "Ordem Hermética do Amanhecer Dourado" (Golden Dawn), a "Sociedade Teosófica", os "Rosacruzes", e muitas outras, inclusive as modernas Lojas e tradições da Maçonaria.

Levi, entre outras obras, utilizou o Tarot como um poderoso sistema de imagens simbólicas, que se relacionavam de perto com a Cabala. Foi Levi também quem criou o Tetragrammaton - ou seja, o pentagrama com inscrições cabalísticas, que exprime o domínio do espírito sobre os elementos, e é por este signo que se invocavam, em rituais mágicos, os silfos do ar, as salamandras do fogo, as ondinas da água e os gnomos da terra" ("Dogma e Ritual da Alta Magia" de Eliphas Levi).

A Golden Dawn, em seu período áureo (de 1888 até o começo da primeira guerra mundial), muito contribuiu para a disseminação das raízes da Cabala Hermética moderna ao redor do mundo e, através de escritos e trabalhos de vários de seus membros, principalmente Aleister Crowley, surgiram algumas das idéias mais importantes da filosofia e da mágica da moderna Cabala.

Em torno de 1940, Gerald Gardner adotou o pentagrama vertical, como um símbolo usado em rituais pagãos. Era também o pentagrama desenhado nos altares dos rituais, simbolizando os três aspectos da deusa mais os dois aspectos do deus, nascendo, então, a nova religião de Wicca. Por volta de 1960, o pentagrama retomou força como poderoso talismã, juntamente com o crescente interesse popular em bruxaria e Wicca, e a publicação de muitos livros (incluindo vários romances) sobre o assunto, ocasionando uma decorrente reação da Igreja, preocupada com esta nova força emergente.

Um dos aspectos extremos dessa reação foi causado pelo estabelecimento do culto satânico - "A Igreja de Satanás" - por Anton La Vay. Como emblema de sua igreja, La Vay adotou o pentagrama invertido (inspirado na figura de Baphomet de Eliphas Levi). Isso agravou com grande intensidade a reação da Igreja Cristã, que transformou o símbolo sagrado do pentagrama, invertido ou não, em símbolo do diabo.

A configuração da estrela de cinco pontas, em posições distintas, trouxe vários conceitos simbólicos para o pentagrama, que foram sendo associados, na mente dos neo-pagãos, a conceitos de magia branca ou magia negra. Esse fato ocasionou a formação de um forte código de ética de Wicca - que trazia como preceito básico: "Não desejes ou faças ao próximo, o que não quiseres que volte para vós, com três vezes mais força daquela que desejaste."

Apesar dos escritos criados para diferenciar o uso do pentagrama pela religião Wicca, das utilizações feitas pelo satanismo, principalmente nos Estados Unidos, onde os cristãos fundamentalistas se tornaram particularmente agressivos a qualquer movimento que envolvesse bruxaria e o símbolo do pentagrama, alguns Wiccanianos se colocaram contrários ao uso deste símbolo, como forma de se protegerem contra a discriminação estabelecida por grupos religiosos radicais.

Apesar de todas as complexidades ocasionadas através dos diversos usos do pentagrama, ele se tornou firmemente um símbolo indicador de proteção, ocultismo e perfeição. Suas mais variadas formas e associações em muito evoluíram ao longo da história e se mantêm com toda a sua onipresença, significado e simbolismo, até os dias de hoje.


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18 Re: Wicca - Como começar em Sab Dez 29, 2012 12:53 am

Mahya

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Caminhante
ORAÇÃO DA CURA À DEUSA MÃE

Senhora,
Você cura com o olhar e o toque,
você cura com o pensamento.
Você cura com as ervas da terra.
Você cura durante o dia e a noite,
na tristeza e na alegria.

Você cura pelo sopro de primavera e outono.
Você cura carne e alma.
Você cura o espírito além da esperança
com o amor desvinculado.

Ó Senhora dos olhos de luz
com o coração e as mãos,
Você cura meu coração inquieto.

AFIRMAÇÃO DIÁRIA
Em nome do Todo-Mãe: Eu vou falar apenas coisas boas, mesmo quando a correção ou a crítica é necessária.

ORAÇÃO FINAL
Terra Mãe, Mãe de toda a vida. Dou-Te graças por Tuas bênçãos:
o fruto das árvores, o fruto do meu espírito;
abundância da vida.


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19 Re: Wicca - Como começar em Sab Dez 29, 2012 10:16 am

Alerin

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Determinado
Determinado
Bons tempos quando eu frequentava os sabaths e participava das celebrações, realmente gostava (10 anos atras). Pena que por aqui a coisa toda começou a ficar polarizada para um feminismo exarcebado, preferi na época sair ao invés de arrumar briga e causar desequilíbrio maior.

Mas é um bom caminho a se seguir quando se busca o equilibrio.

Blessed Be!

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20 Re: Wicca - Como começar em Sab Dez 29, 2012 12:20 pm

Mahya

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Caminhante
Alerin escreveu:Bons tempos quando eu frequentava os sabaths e participava das celebrações, realmente gostava (10 anos atras). Pena que por aqui a coisa toda começou a ficar polarizada para um feminismo exarcebado, preferi na época sair ao invés de arrumar briga e causar desequilíbrio maior.

Mas é um bom caminho a se seguir quando se busca o equilibrio.

Blessed Be!

É meu caro, aqui as coisas estão mais voltada pro homosexualismo,
dificil né, pois deveria ser sempre um meio e não um lado somente e ou uma sexualidade
(Nada Contra Homosexuais)


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21 Re: Wicca - Como começar em Sab Dez 29, 2012 12:32 pm

Saudações.

Não tem nada a ver com o tópico, mas sim com um autor citado: Scott Cunningham.

O unico livro que tenho dele é "Enciclopédia de Cristais, Pedras Preciosas e Metais" e muito honestamente deixou um pouco a desejar.

Peço desculpa pelo comentário.

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22 Re: Wicca - Como começar em Sab Dez 29, 2012 11:12 pm

Convidado


Convidado
Lancelot escreveu:Saudações.

Não tem nada a ver com o tópico, mas sim com um autor citado: Scott Cunningham.

O unico livro que tenho dele é "Enciclopédia de Cristais, Pedras Preciosas e Metais" e muito honestamente deixou um pouco a desejar.

Peço desculpa pelo comentário.

Tenho dois livros dele, sobre Wicca. Até onde os estudei, acho-os bons... Não sei se a sua abordagem sobre outros temas será tão boa...
O que não vi, nos livros que tenho, é uma explicação sobre alguns dos símbolos que ele usa. Mas daí, os livros do Rubens sobre a escrita mágica também têm muita informação "para iniciado ler" apenas... Então... nem vou criticar.

Por acaso tenho curiosidade em ler mais alguns dos livros da sua obra, nem que seja a título de comparação com outras informações que tenho, mas isso não garante que ele tenha livros bons em TODAS as áreas. Tinha curiosidade nos livros sobre plantas, principalmente.

Mas é bom saber que esse (sobre os cristais) pode não ter assim tanta informação.

23 Re: Wicca - Como começar em Seg Dez 31, 2012 2:23 pm

[quote="Gwenhwyfar"]
Lancelot escreveu:

Mas é bom saber que esse (sobre os cristais) pode não ter assim tanta informação.

Nada disso Gwen.

Informação tem bastante, mas lá pelo meio tem algumas..........

Ver perfil do usuário http://portaisdeluz.forumeiros.com

24 Re: Wicca - Como começar em Seg Dez 31, 2012 11:35 pm

Convidado


Convidado
... ah! já entendi o tipo de coisa que você quer dizer...

rsrsrsrsrsrsrsrs

Deixe estar... Também tinha achado muito legal o primeiro volume da Bíblia dos Cristais, mas neste segundo vejo uma coisa ou outra que me faz interrogar...
Creio que será assim com muita desta bibliografia. Mas sobre isso me alongarei na secção dos cristais. Creio que está na altura de deixar por lá umas indagações a quem terá mais experiência que eu com certas pedras.

25 Re: Wicca - Como começar em Sab Jan 05, 2013 12:57 am

Mahya

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Caminhante
Gwenhwyfar escreveu:... ah! já entendi o tipo de coisa que você quer dizer...

rsrsrsrsrsrsrsrs

Deixe estar... Também tinha achado muito legal o primeiro volume da Bíblia dos Cristais, mas neste segundo vejo uma coisa ou outra que me faz interrogar...
Creio que será assim com muita desta bibliografia. Mas sobre isso me alongarei na secção dos cristais. Creio que está na altura de deixar por lá umas indagações a quem terá mais experiência que eu com certas pedras.
Creio que seja bom para quem não tem experiência nenhuma, como pra mim no inicio da caminhada,
e ainda agora que estou aos poucos aprendendo aqui mesmo no forúm bem mais sobre cristais cheers


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