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Portais de Luz » Auto-Ajuda » Testemunhos » A carta do Indio

A carta do Indio

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1 A carta do Indio em Sex Abr 19, 2013 11:16 pm

[]
.................
...........
......
Repasso o texto pela beleza......

Sandovalllllllllllll
Essa é para vc!!!

Em 1855, o cacique Seattle, da tribo Suquamish, do Estado de Washington,

enviou esta carta ao presidente dos Estados Unidos (Francis Pierce),

depois de o Governo haver dado a entender que pretendia comprar o território ocupado por aqueles índios.

Faz já mais de cento e cinquenta anos.

Mas o desabafo do cacique tem uma incrível atualidade.
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A carta:


"Como podeis comprar ou vender o céu, a tepidez do chão?

A ideia não tem sentido para nós.

Se não possuímos o frescor do ar ou o brilho da água, como podeis querer comprá-los?

Qualquer parte desta terra é sagrada para meu povo.

Qualquer folha de pinheiro, qualquer praia, a neblina dos bosques sombrios,

o brilhante e zumbidor inseto, tudo é sagrado na memória e na experiência de meu povo.

A seiva que percorre o interior das árvores leva em si as memórias do homem vermelho.

Os mortos do homem branco esquecem a terra de seu nascimento,

quando vão pervagar entre as estrelas.

Nossos mortos jamais esquecem esta terra maravilhosa,

pois ela é a mãe do homem vermelho.

Somos parte da terra e ela é parte de nós.

As flores perfumadas são nossas irmãs,

os gamos, os cavalos a majestosa águia, todos nossos irmãos.

Os picos rochosos, a fragrância dos bosques, a energia vital do pônei e do homem,

tudo pertence a uma só família.

Assim, quando o grande chefe em Washington manda dizer

que deseja comprar nossas terras,

ele está pedindo muito de nós.

O grande chefe manda dizer que nos reservará um sítio

onde possamos viver confortavelmente por nós mesmos.

Ele será nosso pai e nós seremos seus filhos.

Se é assim, vamos considerar a sua proposta sobre a compra de nossa terra.

Mas tal compra não será fácil, já que esta terra é sagrada para nós.

A límpida água que percorre os regatos e rios não é apenas água,

mas o sangue de nossos ancestrais.

Se vos vendermos a terra, tereis de lembrar a nossos filhos que ela é sagrada,

e que qualquer reflexo espectral sobre a superfície dos lagos

evoca eventos e fases da vida do meu povo.

O marulhar das águas é a voz dos nossos ancestrais.

Os rios são nossos irmãos, eles nos saciam a sede.

Levam as nossas canoas e alimentam nossas crianças.

Se vendermos nossa terra a vós,

deveis vos lembrar e ensinar a nossas crianças que os rios são nossos irmãos,

vossos irmãos também,

e deveis a partir de então dispensar aos rios

a mesma espécie de afeição que dispensais a um irmão.

Nós mesmos sabemos que o homem branco não entende nosso modo de ser.

Para ele um pedaço de terra não se distingue de outro qualquer,

pois é um estranho que vem de noite e rouba da terra tudo de que precisa.

A terra não é sua irmã, mas sua inimiga,

depois que a submete a si, que a conquista, ele vai embora, à procura de outro lugar.

Deixa atrás de si a sepultura de seus pais e não se importa.

A cova de seus pais é a herança de seus filhos, ele os esquece.

Trata a sua mãe, a terra, e seus irmãos, o céu

como coisas a serrem comprados ou roubados,

como se fossem peles de carneiro ou brilhantes contas sem valor.

Seu apetite vai exaurir a terra, deixando atrás de si só desertos.

Isso eu não compreendo.

Nosso modo de ser é completamente diferente do vosso.

A visão de vossas cidades faz doer aos olhos do homem vermelho.

Talvez seja porque o homem vermelho é um selvagem e como tal, nada possa compreender.

Nas cidades do homem branco não há um só lugar onde haja silêncio, paz.

Um só lugar onde ouvir o farfalhar das folhas na primavera, o zunir das asas de um inseto.

Talvez seja porque sou um selvagem e não possa compreender.

O barulho serve apenas para insultar os ouvidos.

E que vida é essa onde o homem não pode ouvir o pio solitário da coruja

ou o coaxar das rãs à margem dos charcos à noite?

O índio prefere o suave sussurrar do vento esfrolando a superfície das águas do lago,

ou a fragrância da brisa, purificada pela chuva do meio-dia ou aromatizada pelo perfume dos pinhos.

O ar é precioso para o homem vermelho, pois dele todos se alimentam.

Os animais, as árvores, o homem, todos respiram o mesmo ar.

O homem branco parece não se importar com o ar que respira.

Como um cadáver em decomposição, ele é insensível ao mau cheiro.

Mas se vos vendermos nossa terra,

deveis vos lembrar que o ar é precioso para nós,

que o ar insufla seu espírito em todas as coisas que dele vivem.

O ar que vossos avós inspiraram ao primeiro vagido foi o mesmo que lhes recebeu o último suspiro.

Se vendermos nossa terra a vós, deveis conservá-la à parte, como sagrada,

como um lugar onde mesmo um homem branco possa ir sorver a brisa aromatizada pelas flores dos bosques.

Assim consideraremos vossa proposta de comprar nossa terra.

Se nos decidirmos a aceitá-la, farei uma condição:

O homem branco terá que tratar os animais desta terra como se fossem seus irmãos.

Sou um selvagem e não compreendo de outro modo.

Tenho visto milhares de búfalos a apodrecerem nas pradarias,

deixados pelo homem branco que neles atira de um trem em movimento.

Sou um selvagem e não compreendo

como o fumegante cavalo de ferro possa ser mais importante que o búfalo,

que nós caçamos apenas para nos mantermos vivos.

Que será dos homens sem os animais?

Se todos os animais desaparecem, o homem morreria de solidão espiritual.

Porque tudo isso pode cada vez mais afetar os homens.

Tudo está encaminhado.

Deveis ensinar a vossos filhos que o chão onde pisam

simboliza a as cinzas de nossos ancestrais.

Para que eles respeitem a terra,

ensinai a eles que ela é rica pela vida dos seres de todas as espécies.

Ensinai a eles o que ensinamos aos nossos:

Que a terra é a nossa mãe.

Quando o homem cospe sobre a terra, está cuspindo sobre si mesmo.

De uma coisa nós temos certeza:

A terra não pertence ao homem branco;

O homem branco é que pertence à terra.

Disso nós temos certeza.

Todas as coisas estão relacionadas como o sangue que une uma família.

Tudo está associado.

O que fere a terra fere também aos filhos da terra.

O homem não tece a teia da vida: É antes um dos seus fios.

O que quer que faça a essa teia, faz a si próprio.

Mesmo o homem branco, a quem Deus acompanha e com quem conversa como um amigo,

não pode fugir a esse destino comum.

Talvez, apesar de tudo, sejamos todos irmãos.

Nós o veremos.

De uma coisa sabemos,

e que talvez o homem branco venha a descobrir um dia:

Nosso Deus é o mesmo deus.

Podeis pensar hoje que somente vós o possuis,

como desejais possuir a terra, mas não podeis.

Ele é o Deus do homem e sua compaixão é igual tanto para o homem branco,

quanto para o homem vermelho.

Esta terra é querida dele, e ofender a terra é insultar o seu criador.

Os brancos também passarão talvez mais cedo do que todas as outras tribos.

Contaminai a vossa cama, e vos sufocareis numa noite no meio de vossos próprios excrementos.

Mas no nosso parecer,

brilhareis alto, iluminado pela força do Deus que vos trouxe a esta terra

e por algum favor especial vos outorgou domínio sobre ela e sobre o homem vermelho.

Este destino é um mistério para nós,

pois não compreendemos como será no dia em que o último búfalo for dizimado,

os cavalos selvagens domesticados,

os secretos recantos das florestas invadidos pelo odor do suor de muitos homens

e a visão das brilhantes colinas bloqueada por fios falantes.

Onde está o matagal?

Desapareceu.

Onde está a águia?

Desapareceu.

O fim do viver e o início do sobreviver."

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2 Re: A carta do Indio em Ter Abr 23, 2013 3:46 pm

Os ensinamentos não envelhecem no tempo.

Simplesmente se adaptam às épocas em que são aplicados.

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