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Portais de Luz » Religiões » Catolicismo » A Crucificação em Detalhe.

A Crucificação em Detalhe.

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1 A Crucificação em Detalhe. em Dom Nov 18, 2012 6:16 pm




7) Jesus podia perfeitamente ter tido vários filhos antes da Crucificação. No entanto, se sobreviveu à Crucificação, a probabilidade de ter tido descendência aumentaria ainda mais. Existe alguma evidência de que Jesus tenha realmente sobrevivido à Crucificação - ou de que a Crucificação tenha sido algum tipo de fraude?

Dado o retrato feito de Jesus pelos Evangelhos, é inexplicável que ele tenha sido crucificado. Segundo os Evangelhos, os seus inimigos eram os interesses judaicos estabelecidos em Jerusalém. Mas estes inimigos, se de facto existiam, podiam tê-lo apedrejado até à morte, por autoridade própria, sem envolver Roma no assunto. De acordo com os Evangelhos, Jesus não tinha qualquer disputa em particular com Roma e não violara a lei romana. E contudo foi punido pelos Romanos, de acordo com a lei romana e os procedimentos romanos. E foi punido com a crucificação - uma pena exclusivamente reservada aos culpados de crimes contra o Império. Se Jesus foi, de facto, crucificado, não podia ser tão apolítico como os Evangelhos o descrevem. Pelo contrário, teria necessariamente de ter feito algo para provocar a ira romana - e não judaica.

Independentemente das infracções pelas quais Jesus foi crucificado, a sua aparente morte na cruz está repleta de inconsistências. Simplesmente não existe qualquer razão pela qual a Crucificação, tal como é descrita nos Evangelhos, devesse ter sido fatal. Esta afirmação justifica uma análise mais aprofundada.

A prática romana da crucificação seguia procedimentos muito precisos.293 Depois da sentença, a vítima era açoitada, ficando assim mais fraca devido à perda de sangue. Depois os braços, esticados, eram presos - geralmente com correias, mas por vezes com pregos - a uma pesada trave de madeira, colocada horizontalmente sobre o pescoço e os ombros do condenado. Carregando esta trave, o condenado era então conduzido até ao local da execução. Aqui, com a vítima suspensa, a trave era erguida e presa a um poste ou estaca vertical.
Suspensa pelas mãos, desta maneira, a vítima ficava impossibilitada de respirar - a menos que os pés também fossem presos à cruz, permitindo-lhe assim apoiar-se neles e aliviar a pressão no peito. Mas, apesar da agonia, um homem suspenso, com os pés presos - principalmente um homem saudável e em forma -, sobreviveria pelo menos um dia ou dois. Na verdade, a vítima por vezes chegava a demorar uma semana a morrer - de exaustão, de sede ou, se tivessem sido usados pregos, de envenenamento do sangue. A agonia, embora atenuada, podia terminar muito mais rapidamente se fossem partidas as pernas ou os joelhos da vítima - o que, segundo os Evangelhos, os carrascos de Jesus estão prestes a fazer quando tal deixa de ser necessário. O facto de partir as pernas ou os joelhos não era um tormento sádico adicional. Pelo contrário, era um acto de misericórdia - um coup de grâce que causava uma morte muito rápida. Sem a vítima ter onde se apoiar, a pressão no peito tornava-se intolerável e ela asfixiava rapidamente.

Existe um consenso entre os estudiosos modernos de que apenas o Quarto Evangelho se baseia num testemunho ocular da Crucificação. De acordo com o Quarto Evangelho, os pés de Jesus foram afixados à cruz - aliviando-lhe assim a pressão nos músculos do peito - e as perras não lhe foram partidas. Devia portanto, pelo menos em teoria, ter sobrevivido dois ou três dias. E, contudo, está na cruz apenas há algumas horas quando é pronunciado morto. No Evangelho de Marcos, até Pilatos fica espantado com a rapidez com que ocorre a morte (Marcos 15:44).
Qual poderá ter sido a causa da morte? Não a lança cravada no seu flanco, pois o Quarto Evangelho afirma que Jesus já estava morto quando lhe foi infligido este ferimento (João 19:33). Existe apenas uma explicação - uma combinação de exaustão, fadiga, debilitação geral e o trauma do açoitamento. Mas nem mesmo estes factores se deviam ter revelado fatais tão depressa. É possível que isso tenha acontecido, claro - apesar das leis da fisiologia, um homem por vezes morre na sequência de um único golpe relativamente inócuo. Mas, ainda assim, parece haver algo de suspeito na questão. Segundo o Quarto Evangelho, os carrascos de Jesus estavam prestes a partir-lhe as pernas, procurando assim acelerar-lhe a morte. Porquê darem-se a esse trabalho, se ele já estivesse moribundo? Em suma, não valeria a pena partir as pernas de Jesus a menos que a morte não estivesse, de facto, iminente.

Nos Evangelhos, a morte de Jesus ocorre num momento que é quase demasiado conveniente, quase demasiado oportuno. Ocorre mesmo a tempo de impedir os carrascos de lhe partirem as pernas. E, ao fazê-lo, permite-lhe cumprir uma antiga profecia do Velho Testamento. As autoridades modernas concordam que Jesus, bastante despudoradamente, terá modelado e talvez mesmo forjado a sua vida de acordo com essas profecias que proclamavam a vinda de um Messias. Foi por esta razão que teve de se arranjar um jumento em Betania, sobre o qual ele pudesse fazer a sua entrada triunfal em Jerusalém. E os detalhes da Crucificação parecem ter sido igualmente engendrados para cumprir as profecias do Velho Testamento.

Em suma, o aparente e oportuno "falecimento" de Jesus - que, na hora H, o salva de uma morte certa e lhe permite cumprir uma profecia - é, no mínimo, suspeita. É demasiado perfeita e precisa para ser coincidência. Tem de ser uma interpolação feita a posteriori, ou parte de um plano cuidadosamente forjado. Existem mais evidências que sugerem tratar-se desta última hipótese.

No Quarto Evangelho, Jesus, suspenso da cruz, declara que tem sede. Em resposta a esta queixa, estendem-lhe uma esponja alegadamente ensopada em vinagre - um incidente que figura também nos outros Evangelhos. Geralmente interpreta-se esta esponja como mais um acto sádico de escárnio. Mas terá sido? O vinagre - ou vinho azedo - é um estimulante temporário, com efeitos semelhantes aos sais de cheiro. Era frequentemente usado na época para reanimar os escravos chicoteados, nas galés. Para um homem ferido e exausto, cheirar ou beber um pouco de vinagre teria um efeito restaurador, dando-lhe um fluxo momentâneo de energia. E contudo, no caso de Jesus, o efeito é precisamente o oposto. Assim que inala ou prova o vinagre na esponja, pronuncia as suas palavras finais e "expira". Esta reacção ao vinagre é fisiologicamente inexplicável. Por outro lado, seria perfeitamente compatível com uma esponja ensopada, não em vinagre, mas nalgum tipo de droga soporífera - um composto de ópio e/ou beladona, por exemplo, que era vulgarmente usado no Médio Oriente na altura. Mas porquê oferecer-lhe uma droga soporífera? A menos que tal fosse, juntamente com todos os outros componentes da Crucificação, um elemento de um estratagema complexo e engenhoso - um estratagema visando causar uma aparência de morte quando a vítima, na verdade, ainda estava viva. Esse estratagema teria, não apenas salvo a vida de Jesus, mas realizado as profecias sobre o Messias do Velho Testamento.

Existem outros aspectos anómalos na Crucificação que indicam precisamente um estratagema deste tipo. De acordo com os Evangelhos, Jesus é crucificado num local chamado Gólgota, "o lugar do crânio". A tradição posterior tenta identificar o Gólgota com uma colina árida, com um formato que sugere vagamente um crânio, a noroeste de Jerusalém. E contudo os Evangelhos deixam claro que o local da Crucificação é muito diferente de uma colina árida em forma de crânio. O Quarto Evangelho é o mais claro quanto ao assunto: "E havia um horto naquele lugar onde fora crucificado, e no horto um sepulcro novo, em que ainda ninguém havia sido posto." (João 19:41) Nesse caso, Jesus não terá sido crucificado numa colina árida em forma de crânio nem, na verdade, em qualquer "lugar público de execução". Foi crucificado num jardim contendo um túmulo particular, ou num espaço imediatamente adjacente a este jardim. Segundo Mateus (27:60), este túmulo e jardim eram propriedade pessoal de José de Arimateia - que, de acordo com os quatro Evangelhos, era um homem de posses e um discípulo secreto de Jesus.
A tradição popular representa a Crucificação como um acontecimento público em grande escala, acessível à multidão e ao qual terão comparecido milhares de pessoas. E contudo os Evangelhos sugerem circunstâncias muito diferentes. De acordo com Mateus, Marcos e Lucas, a Crucificação é testemunhada por pessoas que estão na sua maioria, incluindo as mulheres, a ver "de longe" (Lucas 23:49). Parece pois claro que a morte de Jesus não foi um acontecimento público, mas sim privado - uma crucificação particular, levada a cabo numa propriedade privada. Vários estudiosos actuais argumentam que a verdadeira localização terá sido provavelmente no Jardim de Gethsemane. Se Gethsemane era na verdade propriedade privada de um dos discípulos secretos de Jesus, isso explicaria por que razão este, antes da Crucificação, podia fazer uso do lugar com tal liberdade.

Escusado será dizer que uma crucificação particular numa propriedade privada deixa margem considerável para uma mistificação - uma crucificação fingida, um ritual cuidadosamente encenado.

Estariam presentes apenas algumas testemunhas oculares. Para a população em geral o drama seria visível, como os Evangelhos Sinópticos confirmam, apenas a alguma distância. E a essa distância não seria fácil distinguir quem estava de facto a ser crucificado. Ou se a pessoa estava realmente morta.

Esta charada necessitaria, claro, da conivência e conluio de Pôncio Pilatos - ou de alguém influente na administração romana. E na verdade esta conivência é altamente provável. É verdade que Pilatos era um homem cruel e tirano. Mas era também corrupto e subornável. O Pilatos histórico, ao contrário do Pilatos que os Evangelhos retratam, não seria incapaz de poupar a vida de Jesus - em troca de uma soma de dinheiro considerável e talvez de uma garantia de que não haveria mais agitação política.

Independentemente da sua motivação, não há dúvida de que Pilatos esteve, de alguma forma, intimamente envolvido na questão. Reconhece a pretensão de Jesus como "Rei dos Judeus". Exprime também, ou finge exprimir, surpresa por a morte de Jesus ter ocorrido tão rapidamente como aparentemente ocorreu. E, talvez o mais importante, entrega o corpo de Jesus a José de Arimateia.

De acordo com a lei romana da época, um homem crucificado não tinha direito a ser sepultado. Na verdade, geralmente colocavam-se guardas de sentinela para impedir os familiares ou amigos de remover o corpo do morto. A vítima ficava simplesmente na cruz, à mercê dos elementos e das aves de rapina. No entanto Pilatos, numa flagrante quebra do protocolo, entrega de boa vontade o corpo de Jesus a José de Arimateia. Isto atesta claramente alguma cumplicidade da parte de Pilatos. E pode também atestar mais alguma coisa.

Nas traduções inglesas do Evangelho de Marcos, José pede a Pilatos o corpo de Jesus. Pilatos exprime a sua surpresa por Jesus já estar morto, certifica-se junto de um centurião e depois, satisfeito, acede ao pedido de José. À primeira vista, isto pode parecer bastante simples; mas na versão original, em grego, do Evangelho de Marcos, a questão torna-se bastante mais complicada. Na versão grega, quando José pede o corpo de Jesus, usa a palavra soma - uma palavra que se aplica apenas a um corpo vivo. Pilatos, acedendo ao pedido, emprega a palavra ptoma - que significa "cadáver".

Assim, segundo o grego, José pede explicitamente um corpo vivo e Pilatos concede-lhe aquilo que pensa, ou finge pensar, ser um cadáver.
Dada a proibição contra sepultar homens crucificados, o mero facto de José receber o corpo também é extraordinário. Com que fundamento o recebe? Que direito tem ele ao corpo de Jesus? Se era um discípulo secreto, dificilmente poderia invocar alguma pretensão sem revelar essa sua posição secreta - a menos que Pilatos já tivesse conhecimento disso, ou a menos que houvesse qualquer outro factor envolvido que jogasse a favor de José.

Existe pouca informação sobre José de Arimateia. Os Evangelhos dizem apenas que ele era um discípulo secreto de Jesus, que possuía grande riqueza e que pertencia ao Sinédrio - o conselho de Anciões que governava a comunidade judaica de Jerusalém, sob os auspícios romanos. Parece pois evidente que José era um homem influente. E esta conclusão é confirmada pelas suas relações com Pilatos e pelo facto de possuir uma parcela de terreno com um túmulo particular.

A tradição medieval retrata José de Arimateia como um guardião do Santo Graal; e diz-se que Parsifal era da sua linhagem. De acordo com tradições posteriores, ele tinha alguma relação de sangue com Jesus e a família de Jesus. Se este fosse realmente o caso, isso, no mínimo, dar-lhe-ia uma pretensão legítima ao corpo de Jesus - pois enquanto Pilatos dificilmente concederia o corpo de um criminoso executado a um estranho qualquer, podia perfeitamente entregá-lo, com o incentivo de um suborno, à família do morto. Se José - um homem abastado e um membro influente do Sinédrio - era na verdade familiar de Jesus, isso confirma ainda mais a linhagem aristocrática de Jesus. E, se era familiar de Jesus, a sua associação com o Santo Graal - o "sangue real" - seria ainda mais fácil de explicar.

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