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Portais de Luz » Religiões » Catolicismo » O Discípulo Amado.

O Discípulo Amado.

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1 O Discípulo Amado. em Dom Nov 11, 2012 6:59 pm




3) Se Madalena e Maria de Bethania são a mesma mulher, e se esta mulher era casada com Jesus, então Lázaro seria cunhado de Jesus. Existe alguma evidência nos Evangelhos que sugira que Lázaro gozava realmente de um tal estatuto?

Lázaro não é mencionado pelo nome nos Evangelhos de Lucas, Mateus e Marcos - embora a sua "ressurreição dos mortos" constasse originalmente do Evangelho de Marcos, tendo posteriormente sido cortada. Em resultado, Lázaro ficou conhecido para a posteridade apenas através do Quarto Evangelho - o Evangelho de João. Mas neste é evidente que ele goza de um tratamento preferencial - o que não se limita ao facto de ser "erguido dos mortos". Neste aspecto, e em vários outros, ele parece estar mais próximo de Jesus do que os próprios discípulos. E contudo, curiosamente, os Evangelhos nem sequer o contam entre os discípulos.

Ao contrário dos discípulos, Lázaro é realmente ameaçado. Segundo o Quarto Evangelho, os sacerdotes principais, ao decidirem livrar-se de Jesus, decidem matar também Lázaro (João 12:10). Lázaro parece ter estado activo, de alguma forma, em nome de Jesus - mais do que se pode dizer dos discípulos. Em teoria isto devia tê-lo qualificado como discípulo - e contudo continua a não ser citado como tal. Nem se diz que ele esteve presente na Crucificação - uma demonstração aparentemente vergonhosa de ingratidão, vinda de um homem que, literalmente, devia a vida a Jesus. É verdade que ele podia estar escondido, dada a ameaça que pairava sobre ele. Mas é extremamente curioso que não exista mais nenhuma referência a Lázaro nos Evangelhos. Parece ter desaparecido completamente, e não volta a ser mencionado. Ou voltará? Tentámos examinar a questão mais atentamente.

Depois de ficar três meses em Betania, Jesus retira-se com os seus discípulos para as margens do Jordão, a pouco mais de um dia de caminho. Aqui chega-lhe um mensageiro com a notícia de que Lázaro está doente. Mas o mensageiro não se refere a Lázaro pelo nome. Pelo contrário, retrata o homem doente como alguém de especial importância: "Senhor, eis que está enfermo aquele que tu amas" (João 11:3). A reacção de Jesus a estas notícias é decididamente estranha.

Em vez de regressar apressadamente em socorro do homem que supostamente ama, põe jovialmente o assunto de lado: "E Jesus, ouvindo isto, disse: Esta enfermidade não é para morte, mas para glória de Deus; para que o Filho de Deus seja glorificado por ela." (João 11:4) E, se as suas palavras são intrigantes, as suas acções ainda o são mais: "Ouvindo, pois, que estava enfermo, ficou ainda dois dias no lugar onde estava." (João 11:6) Em suma, Jesus continua no Jordão por mais dois dias, apesar das notícias alarmantes que recebera. Por fim decide regressar a Betania. E depois contradiz de forma flagrante a sua afirmação anterior, ao dizer aos discípulos que Lázaro está morto. No entanto, continua imperturbável. Na verdade, afirma claramente que a "morte" de Lázaro serviu alguma finalidade e dela se deve tirar partido: "Lázaro, o nosso amigo, dorme, mas vou despertá-lo do sono." (João 11:11) E, quatro versos mais tarde, praticamente admite que todo o episódio foi cuidadosamente encenado e preparado adiantadamente: "E folgo, por amor de vós, de que eu lá não estivesse, para que acrediteis; mas vamos ter com ele." (João 11:15) Se este comportamento é desconcertante, a reacção dos discípulos não o é menos: "Disse pois Tomé, chamado Dídimo, aos condiscípulos: Vamos nós, também, para morrermos com ele." (João 11:16) O que significa isto? Se Lázaro está literalmente morto, certamente que os discípulos não têm intenção de se juntar a ele através de um suicídio colectivo! E como justificar a falta de preocupação do próprio Jesus - a indiferença com que ouve a notícia da doença de Lázaro e a forma como adia o seu regresso a Betania?
As explicações sobre esta questão parecem encontrar-se, como sugere o professor Morton Smith, numa iniciação mais ou menos comum das "escolas de mistérios". Como o professor Smith demonstra, essas iniciações e os rituais que as acompanham eram bastante comuns na Palestina da era de Jesus. Implicavam muitas vezes uma morte e um renascimento simbólicos, que eram chamados por esses nomes; o enclausuramento num túmulo, que se tornava no ventre para o renascimento do acólito; um ritual, ao qual chamamos hoje baptismo - uma imersão simbólica em água; e uma taça de vinho, que era identificado com o sangue do profeta ou mágico que presidia à cerimónia. Ao beber dessa taça, o discípulo consumava uma união simbólica com o seu mestre, tornando-se misticamente "uno" com ele. Significativamente, é de facto nestes termos que São Paulo explica a finalidade do baptismo. E o próprio Jesus usa esses mesmos termos na Última Ceia.

Como o professor Smith observa, o percurso de Jesus é muito semelhante ao desses outros mágicos, curandeiros e milagreiros da época. Por exemplo, ao longo dos quatro Evangelhos, ele encontra-se constantemente, em segredo, com pessoas que está prestes a curar, ou fala a sós com elas. Depois pede-lhes frequentemente para não divulgarem o que sucedeu. E, no que diz respeito ao público em geral, fala habitualmente em alegorias e parábolas.

Parece portanto que Lázaro, durante a estada de Jesus junto ao Jordão, embarcou num típico ritual de iniciação, que culminou, como sucedia tradicionalmente nesses rituais, numa ressurreição e renascimento simbólicos. A esta luz, o desejo dos discípulos de "morrer com ele" torna-se perfeitamente compreensível - tal como a complacência, de outro modo inexplicável, demonstrada por Jesus em relação ao episódio. É verdade que Maria e Marta parecem genuinamente perturbadas - bem como várias outras pessoas. Mas podem simplesmente ter compreendido ou interpretado mal o objectivo do exercício. Ou talvez algo tenha corrido mal com a iniciação - o que não era invulgar. Ou talvez tudo não tenha passado de uma encenação habilidosamente preparada, cuja verdadeira natureza e objectivos eram conhecidos apenas de alguns.
Se o incidente de Lázaro reflecte de facto um ritual de iniciação, torna-se evidente que ele está a receber um tratamento muito preferencial. Entre outras coisas, está aparentemente a ser iniciado antes de qualquer um dos discípulos - que, na verdade, parecem decididamente invejosos deste privilégio. Mas por que razão seria destacado este homem de Betania, até aqui desconhecido? Por que seria submetido a uma experiência à qual os discípulos estão tão ansiosos por se juntar? Por que razão terão mais tarde os "hereges" de orientação mística, como os carpocratianos, dado tanta importância ao assunto? E porque teria o episódio sido cortado do Evangelho de Marcos? Talvez porque Lázaro era "aquele que o Senhor amava" - mais do que os outros discípulos. Talvez Lázaro tivesse alguma ligação especial com Jesus - como, por exemplo, cunhado. Seja como for, este amor é repetidamente enfatizado. Quando Jesus regressa a Betania e chora, ou finge chorar, pela morte de Lázaro, os espectadores fazem eco das palavras do mensageiro: "Vede como o amava!" (João 11:36)

O autor do Evangelho de João - o Evangelho onde figura a história de Lázaro - em nenhuma altura se identifica como "João". Na verdade, nunca se identifica. Refere-se contudo a si próprio por uma designação muito distintiva. Auto-intitula-se constantemente "o discípulo amado", "aquele a quem Jesus amava", e implica claramente que gozava de um estatuto único e preferencial em relação aos seus companheiros. Na Última Ceia, por exemplo, demonstra de forma flagrante a sua proximidade pessoal com Jesus, e é a ele que Jesus confia a forma como ocorrerá a traição:
Ora, um de seus discípulos, aquele a quem Jesus amava, estava reclinado no seio de Jesus. Então Simão Pedro fez sinal a este, para que perguntasse quem era aquele de quem ele falava. E, inclinando-se ele sobre o peito de Jesus, disse-lhe: Senhor, quem é?
Jesus respondeu: É aquele a quem eu der o bocado molhado. E, molhando o bocado, o deu a Judas Iscariotes, filho de Simão. (João 13:23-6)
Quem é este "discípulo amado" em cujo testemunho se baseia o Quarto Evangelho? Todas as evidências sugerem que seria de facto Lázaro - "aquele a quem Jesus amava". Parece, pois, que Lázaro e o "discípulo amado" são a mesma pessoa, e que Lázaro seria a verdadeira identidade de "João". Esta conclusão parece quase inevitável. Não fomos os únicos a tirá-la. Segundo o professor William Brownlee, um notável estudioso bíblico e um dos principais especialistas nos Pergaminhos do Mar Morto, "pelas evidências internas do Quarto Evangelho... a conclusão é que o discípulo amado era Lázaro de Betania."

Se Lázaro é o "discípulo amado", isso explicaria várias anomalias. Explicaria o desaparecimento misterioso de Lázaro da narrativa das Escrituras,
e a sua aparente ausência na Crucificação. Pois se Lázaro fosse o "discípulo amado", teria estado presente na Crucificação. E teria sido a Lázaro que Jesus confiara a mãe. As palavras com que o faz podem bem ser as palavras de um homem dirigindo-se ao seu cunhado:
Ora Jesus, vendo ali sua mãe, e que o discípulo a quem ele
amava estava presente, disse a sua mãe: Mulher, eis aí o
teu filho.
Depois, disse ao discípulo: Eis aí tua mãe. E, desde aquela
hora, o discípulo a recebeu em sua casa.
(João 19:26-7)
A última palavra desta citação é particularmente reveladora, pois os outros discípulos deixaram os seus lares na Galileia e, para todos os efeitos, não têm casa. Lázaro, contudo, tem uma casa - a casa crucial em Betania, onde o próprio Jesus costumava ficar.
Depois de se dizer que os padres tinham decidido a sua morte, Lázaro não volta a ser mencionado por nome. Parece ter desaparecido completamente. Mas se era realmente o "discípulo amado", não desaparece de facto, e os seus movimentos e actividades podem ser seguidos até ao final do Quarto Evangelho. E, também aqui, há um episódio curioso que justifica uma análise mais atenta. No final do Quarto Evangelho, Jesus prevê a morte de Pedro e dá-lhe instruções para o "seguir":
E Pedro, voltando-se, viu que o seguia aquele discípulo a quem Jesus amava, e que na ceia se recostara também sobre o seu peito, e que dissera: Senhor, quem é que te há-de trair?
Vendo Pedro a este, disse a Jesus: Senhor, e deste que será?
Disse-lhe Jesus: Se eu quero que ele fique, até que eu venha, que te importa a ti? Segue-me tu. Divulgou-se, pois, entre os irmãos este dito, que aquele discípulo não havia de morrer. Jesus, porém, não lhe disse que não morreria, mas: Se eu quero que ele fique, até que
eu venha, que te importa a ti?
Este é o discípulo que testifica destas coisas e as escreveu; e sabemos que o seu testemunho é verdadeiro. (João 21:20-24)
Apesar da fraseologia ambígua, a importância desta passagem parece ser clara. O "discípulo amado" recebeu instruções explícitas para aguardar o regresso de Jesus. E o texto é bastante enfático ao sublinhar que o seu regresso não deve ser entendido simbolicamente, no sentido de uma "segunda vinda". Pelo contrário, implica algo muito mais mundano. Implica que Jesus, depois de enviar os seus outros seguidores para o mundo, deve em breve regressar com alguma missão especial para o "discípulo amado". É quase como se tivessem preparativos concretos e específicos para concluir, e planos para fazer.
Se o "discípulo amado" era Lázaro, este conluio, desconhecido dos outros discípulos, parece ter um certo precedente. Na semana antes da Crucificação, Jesus faz a sua entrada triunfal em Jerusalém; e, para o fazer de acordo com as profecias do Velho Testamento sobre a vinda do Messias, deve vir montado sobre um jumento (Zacarias 9:9-10). Assim, é preciso procurar um jumento. No Evangelho de Lucas, Jesus envia dois discípulos para Betania onde, diz-lhes, encontrarão um jumento à sua espera. Os discípulos recebem instruções para dizer ao dono do animal que "O Senhor o há de mister". Quando tudo sucede precisamente de acordo com a previsão de Jesus, o evento é encarado como uma espécie de milagre. Mas encerrará realmente algo de extraordinário? Não indicará apenas a existência de cuidadosos planos prévios? E o homem de Betania que fornece o jumento na altura prevista, não parece ser Lázaro?
Esta é sem dúvida a conclusão do doutor Hugh Schonfield.282 Este argumenta, de forma bastante convincente, que os preparativos para a entrada triunfal de Jesus em Jerusalém foram confiados a Lázaro, e que os outros discípulos não tinham conhecimento deles. Se foi realmente isto que sucedeu, tal atesta a existência de um círculo interno de seguidores de Jesus, um núcleo de colaboradores, co-conspiradores ou familiares que, apenas eles, são merecedores da confiança do Mestre. O doutor Schonfield pensa que Lázaro fazia parte deste círculo. E a sua opinião coincide com a ênfase que o professor Smith coloca no tratamento preferencial de que Lázaro é alvo, em virtude da sua iniciação, ou morte simbólica, em Betania. É possível que Betania fosse um centro de culto, um local reservado para os rituais únicos aos quais Jesus presidia. Se assim for, isso pode explicar a enigmática aparição de Bethania em outras fases da nossa investigação. O Prieuré de Sion chamara ao seu "arco" em Rennes-le-Château "Béthanie". E Saunière, aparentemente a pedido do Prieuré de Sion, baptizara a sua casa de Villa Bethania.
Seja como for, o conluio que parece extrair um jumento ao "homem de Betania" pode bem estar a revelar-se novamente no misterioso final do Quarto Evangelho - quando Jesus ordena ao "discípulo amado" para aguardar o seu regresso. Parece que ele e o "discípulo amado" têm planos para fazer. E não é despropositado presumir que estes planos estavam relacionados com os cuidados a prestar à família de Jesus. Na Crucificação ele já confiara a mãe à custódia do "discípulo amado". Se tinha mulher e filhos, presumivelmente eles seriam também confiados ao "discípulo amado". Isto, claro, seria ainda mais plausível se este "discípulo amado" fosse na realidade seu cunhado.
De acordo com tradições muito mais recentes, a mãe de Jesus acabou eventualmente por morrer no exílio em Éfeso - onde se diz que foi posteriormente composto o Quarto Evangelho. Não há contudo qualquer indicação de que o "discípulo amado" tenha cuidado da mãe de Jesus durante o resto da sua vida. De acordo com o doutor Schonfield, o Quarto Evangelho provavelmente não terá sido composto em Éfeso, mas apenas trabalhado, revisto e editado por um ancião grego - que o conformou às suas próprias ideias.
Se o "discípulo amado" não foi para Éfeso, então o que lhe sucedeu? Se ele e Lázaro fossem a mesma pessoa, é possível responder a essa pergunta, pois a tradição é bastante explícita quanto ao destino de Lázaro. Assim, de acordo com a tradição, bem como com alguns dos antigos escritores da Igreja, Lázaro, Madalena, Marta, José de Arimateia e alguns outros, foram transportados de barco para Marselha.

Aqui, José terá sido supostamente consagrado por São Filipe e enviado para Inglaterra, onde fundou uma igreja em Glastonbury. Lázaro e Madalena, contudo, permaneceram, segundo se diz, na Gália. A tradição afirma que Madalena morreu em Aix-en-Provence ou em Saint Baume, e Lázaro em Marselha, após fundar o primeiro bispado da cidade. Diz-se que um dos seus companheiros, São Maximino, fundou o primeiro bispado de Narbonne.

Se Lázaro e o "discípulo amado" eram a mesma pessoa, existiria assim explicação para o seu desaparecimento conjunto. Lázaro, o verdadeiro "discípulo amado", parece ter desembarcado em Marselha, juntamente com a irmã - que, como a tradição posterior defende, trazia com ela o Santo Graal, o "sangue real". E os preparativos para esta fuga e exílio parecem ter sido feitos pelo próprio Jesus, juntamente com o "discípulo amado", no final do Quarto Evangelho.

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